Petróleo dispara acima de 2% com a escalada das tensões no Oriente Médio
Os preços do petróleo sobem mais de US$ 2 por barril nesta quinta-feira (22), após novos ataques dos houthis na Arábia Saudita aumentarem as preocupações com uma escalada mais ampla do conflito e novas interrupções no fornecimento de petróleo bruto proveniente da principal região exportadora do mundo. Os contratos futuros do petróleo Brent subiam US$ […]

Os preços do petróleo sobem mais de US$ 2 por barril nesta quinta-feira (22), após novos ataques dos houthis na Arábia Saudita aumentarem as preocupações com uma escalada mais ampla do conflito e novas interrupções no fornecimento de petróleo bruto proveniente da principal região exportadora do mundo.
Os contratos futuros do petróleo Brent subiam US$ 2,89, ou 2,66%, para US$ 111,70 por barril, às 4h45 (horário de Brasília), próximo de uma máxima em cinco meses. O petróleo WTI (West Texas Intermediate), dos Estados Unidos, avançava US$ 2,45, ou 2,52%, para US$ 99,60.
“Os preços do petróleo continuam bem sustentados, com o Brent negociado na ICE novamente acima de US$ 110 por barril nesta manhã, após novos ataques mortais contra a Arábia Saudita”, afirmaram analistas do ING em uma nota divulgada.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos planeja retirar familiares de funcionários de várias outras missões diplomáticas norte-americanas na região, disseram autoridades dos EUA à Reuters.
Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, atingiram vários alvos nesta quarta-feira (21). Pelo menos uma pessoa morreu e outras oito ficaram feridas em um aeroporto civil em Dammam, enquanto duas pessoas morreram em um ataque com drones contra um campo petrolífero saudita.
Explosões também foram ouvidas em Sirik, no sul do Irã, informou a imprensa iraniana, acrescentando que a natureza e a origem das explosões eram desconhecidas.
A Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou hoje que quatro embarcações envolvidas em transferências ilegais de petróleo no norte do Golfo Pérsico foram atingidas simultaneamente e pegaram fogo após serem rastreadas por suas forças.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica acrescentou que outras três embarcações colidiram com minas a oeste do Estreito de Ormuz e alertou as Forças Armadas dos Estados Unidos de que provocações contínuas poderiam levar a uma resposta mais ampla contra suas bases na região.
As interrupções no abastecimento continuaram afetando os estoques globais.
Os estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos caíram 3,06 milhões de barris, para 412,5 milhões de barris, na semana passada, informou ontem a Administração de Informação Energética dos EUA (EIA). O resultado ficou abaixo das expectativas dos analistas consultados pela Reuters, que previam uma redução de 820 mil barris.
Os estoques de destilados, que incluem diesel e óleo para aquecimento, aumentaram 1,68 milhão de barris na semana, chegando a 104,3 milhões de barris, segundo dados da EIA. Os analistas esperavam uma queda de 1,16 milhão de barris.
O governo Trump está oferecendo empréstimos de até quase um terço da reserva emergencial norte-americana de óleo para aquecimento, de 1 milhão de barris, informou ontem o Departamento de Energia. A medida busca conter os preços, que dispararam em razão da escassez de diesel provocada pelas guerras no Irã e na Ucrânia.
Enquanto isso, o presidente russo, Vladimir Putin, recebeu o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, em São Petersburgo, para conversas sobre o fim da guerra na Ucrânia, em meio à mais recente iniciativa de Washington para interromper o conflito mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
O Kremlin afirmou que Putin havia concordado em retomar, já no próximo mês, as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia mediadas pelos Estados Unidos. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse apoiar as negociações e manifestou esperança de que elas comecem o mais rápido possível.
