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07/09/2026
6 min

Petróleo fecha em alta e se aproxima de US$ 100, e China aumenta reservas cambiais e em ouro; veja o dia nos mercados globais

Commodity avançou diante de ataque contra instalações da Saudi Aramco; reservas internacionais chinesas avançaram acima do esperado em agosto

Petróleo fecha em alta e se aproxima de US$ 100, e China aumenta reservas cambiais e em ouro; veja o dia nos mercados globais

A bolsa brasileira (B3) e as bolsas norte-americanas estiveram fechadas nesta segunda-feira (7), em razão dos feriados do Dia da Independência do Brasil e do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. Mas isso não significa que o dia nos mercados financeiros globais tenha sido parado.

No mercado de commodities, o petróleo avançou após relatos de que instalações da Saudi Aramco, maior petroleira do mundo, foram atingidas em Jizan, no sul da Arábia Saudita. A alta, porém, foi limitada pela liquidez reduzida por conta do feriado nos EUA.

A escalada de ataques e contra-ataques envolvendo Estados Unidos e Irã no fim de semana também influenciaram o preço da commodity. Teerã alega ter atingido um navio militar americano em um dos ataques, informação negada pelas Forças Armadas dos EUA.

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para março, fechou em alta de 0,75% (US$ 0,72), a US$ 97 o barril. Já o petróleo WTI para março avançava 1,3%, a US$ 92,68 o barril, por volta das 14h30 (de Brasília), durante pregão eletrônico da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Pela manhã, o Brent para novembro chegou ao maior nível desde 3 de junho, cotado a US$ 98,06 por barril.

Os preços do petróleo bruto estão se aproximando de US$ 100 por barril, com analistas alertando que uma interrupção mais profunda no fornecimento físico pode elevá-los ainda mais.

"Uma interrupção sustentada nos fluxos reais de petróleo poderia rapidamente elevar os preços acima de US$ 100 por barril", disseram analistas da corretora Kotak Securities. "A redução dos estoques e os preços mais fortes dos produtos refinados oferecem suporte adicional".

No radar, cresceu a atenção sobre o Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, em inglês) alertou para risco de ataque perto de Khasab, em Omã, e reforçou a orientação para que navios utilizem um corredor "designado" por Teerã.

Em paralelo, circularam relatos de que o Irã pretende criar uma zona restrita na região e sancionar embarcações que ingressarem na área.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, alertou a Coreia do Sul e "qualquer país" contra realizarem operações militares no Estreito de Ormuz em apoio aos EUA.

Dados de monitoramento marítimo sugerem impacto no fluxo da rota marítima: houve queda de 28% no trânsito em Ormuz na última semana, para 77 navios, com queda dos carregamentos de 45 para 33, ao mesmo tempo em que Bab el-Mandeb registrou aumento de tráfego.

Ainda, o Canal do Panamá pode restringir o trânsito na rota marítima para 27 navios por dia, devido a preocupações com os níveis de água na região.

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Reservas cambiais da China sobem em agosto e país continua a acumular ouro

As reservas internacionais da China em moeda estrangeira tiveram alta em agosto, impulsionadas pela desvalorização do dólar e pelo forte aumento do superávit comercial, o que reacendeu preocupações sobre a valorização do yuan.

No período, o país também ampliou as reservas oficiais de ouro pelo 22º mês consecutivo, acelerando as compras ao maior ritmo em três anos.

O estoque de reservas cambiais aumentou US$ 19,55 bilhões, para US$ 3,438 trilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco do Povo da China (PBoC). O resultado superou a estimativa de US$ 3,425 trilhões apontada por economistas ouvidos em pesquisa do jornal The Wall Street Journal.

De acordo com dados do PBoC, as reservas oficiais de ouro subiram para 76,73 milhões de onças (cerca de US$ 350 bilhões) ao fim de agosto, alta de 650 mil onças em relação ao fim de julho.

O acréscimo foi o maior desde outubro de 2023, quando o aumento mensal foi de 740 mil onças, segundo o monitor de mercado Wind Info.

O incremento de agosto também veio acima dos ganhos de 640 mil onças em julho e de 480 mil onças em junho, de acordo com levantamento do China Daily.

O dado foi divulgado em meio a pressões de autoridades internacionais por medidas contra exportações chinesas de baixo custo e a apelos para que Pequim permita uma valorização do yuan, amplamente considerado subvalorizado.

Economistas avaliam, porém, que é pouco provável que as autoridades chinesas aceitem uma valorização rápida da moeda, devido aos potenciais efeitos colaterais negativos para exportações, crescimento e demanda interna.

Bolsas na Europa fecham perto da estabilidade, e economia na zona do euro cresce acima do esperado

As bolsas europeias fecharam perto da estabilidade nesta segunda, contrabalançando o impulso do setor de tecnologia e a cautela com o avanço do petróleo Brent.

O ambiente também foi influenciado pela liquidez global reduzida, dado o feriado nos EUA, e pela expectativa para decisão do Banco Central Europeu (BCE) nesta semana.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 0,08%, aos 10.822,13 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,15%, a 26.006,53 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,33%, a 8.306,15 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,25%, a 52.229,57 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,14%, a 20.021,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,32%, a 9.419,13 pontos.

Ações ligadas à cadeia de semicondutores sustentavam altas na Europa, em linha com ganhos na Ásia e com a busca por papéis expostos à inteligência artificial (IA). A ASML subiu 2,25% e a ASM International saltou mais de 4% em Amsterdã, com o Stoxx 600 Technology subindo mais de 1%.

O subíndice de energia do Stoxx 600 também ganhava mais de 1% na marcação, em linha com o avanço do petróleo.

Em Londres, a BP (+1,24%) e a Shell (+1,32%) lideraram alta, enquanto mineradoras como Fresnillo (-2,13%) e Antofagasta (-0,43%) ficaram pressionadas pelo desempenho de metais como ouro, que operaram voláteis. Ainda, os britânicos ponderaram o primeiro discurso do ministro das Finanças, John Healey, focado no compromisso com a disciplina fiscal.

Em Zurique, a Novartis caiu mais de 3% após informar que um medicamento experimental não atingiu o objetivo de reduzir risco cardiovascular em estudo de fase avançada.

O PIB da zona do euro cresceu 0,6% no segundo trimestre ante o primeiro, acima do previsto. Investidores também repercutiam dados de produção industrial alemã, que recuou em julho, e os desdobramentos das eleições estaduais da Alemanha, cuja vitória do partido de extrema-direita AfD pressiona o governo de Friedrich Merz e adiciona ruído político a debates sobre reformas.

Na semana, o grande teste será a decisão de juros do BCE, com alta de 25 pontos-base amplamente esperada, mas com debate sobre o tom do comunicado em foco.

*Com informações do Estadão Conteúdo

AutorSeu Dinheiro
FonteSeu Dinheiro
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