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05/10/2026
2 min

Petróleo fecha em queda com diálogo Irã-Catar e liberação de estoque emergencial do G7

O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira (5), em meio à informação de novas conversas entre o Irã e o Catar para encerrar a guerra no Oriente Médio e a liberação planejada de estoques emergenciais de petróleo e diesel pelos países do G7, o que pode aliviar os preços dos combustíveis no curto prazo. O […]

Petróleo fecha em queda com diálogo Irã-Catar e liberação de estoque emergencial do G7

O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira (5), em meio à informação de novas conversas entre o Irã e o Catar para encerrar a guerra no Oriente Médio e a liberação planejada de estoques emergenciais de petróleo e diesel pelos países do G7, o que pode aliviar os preços dos combustíveis no curto prazo.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para dezembro caiu 1,89%, a US$ 100,32, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para novembro fechou com queda de 1,84%, a US$ 89,43 o barril.

O que influenciou o petróleo?

O ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, embarcou nesta segunda para Doha para se reunir com autoridades catarianas, a convite oficial de seu homólogo no país, Khalifa bin Hamad bin Khalifa Al Thani. O Catar tem atuado como mediador para encerrar a guerra entre os EUA e o Irã.

A Sparta Commodities define o momento como “uma calma inquietante” no petróleo, com os fluxos no Estreito de Ormuz continuando a impressionar e as notícias de forças iranianas ou americanas atacando petroleiros não tendo mais o mesmo impacto nos mercados futuros como antes.

Ainda assim, o CEO da Saudi Aramco afirmou que os estoques globais de óleo foram drasticamente reduzidos devido ao conflito e que pode levar até dois anos para que sejam recompostos, mesmo após a normalização do fluxo em Ormuz.

Em paralelo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) confirmou no domingo que manterá as cotas de produção inalteradas em novembro.

Para o presidente dos EUA, Donald Trump, a alta dos preços da gasolina no país já não é explicada principalmente pelas restrições em Ormuz, mas por problemas em refinarias nos EUA e na Rússia.

Em publicação na Truth Social, ele disse que “números recordes de barris” estão voltando a circular pelo Estreito “quase diariamente”.

De acordo com fontes do Politico, o republicano planeja anunciar ainda nesta segunda ações destinadas a reduzir os altos custos de combustível antes das eleições de meio de mandato.

No Leste Europeu, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Ucrânia pagará pelos ataques contra refinarias de petróleo em território russo e disse que Moscou continuará promovendo ações de retaliação.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

AutorEstadão Conteúdo
FonteMoney Times
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