Petróleo fecha sem direção única com acordo na Ucrânia e tensão no Estreito de Ormuz no radar
O petróleo fechou sem direção única nesta quarta-feira (21), em sessão marcada por volatilidade em meio aos avanços de negociações para encerrar a guerra da Ucrânia, ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e estoques em baixa da commodity nos EUA. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para dezembro […]

O petróleo fechou sem direção única nesta quarta-feira (21), em sessão marcada por volatilidade em meio aos avanços de negociações para encerrar a guerra da Ucrânia, ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e estoques em baixa da commodity nos EUA.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para dezembro fechou com alta de 0,03%, a US$ 108,82 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para o mesmo mês caiu 0,68%, a US$ 97,15 o barril.
O que movimentou o petróleo?
O petróleo passou a recuar, revertendo alta observada mais cedo, em meio à posição dos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que concordaram em retomar as negociações trilaterais com Washington para encerrar a guerra na Ucrânia.
Putin recebeu nesta quarta-feira, em São Petersburgo, o enviado dos EUA Steve Witkoff para discutir uma saída negociada para o conflito. O encontro ocorreu um dia após o representante de Donald Trump conversar com Zelensky e líderes europeus em Oslo.
A commodity vinha mais firme antes dessa informação diante dos estoques de petróleo nos EUA, que apresentaram queda de 3,06 milhões de barris na semana.
Já no Oriente Médio, petroleiros foram atingidos por projéteis perto do Iraque e Omã, de acordo com a agência britânica de Operações de Comércio Marítimo (UKMTO, em inglês).
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em artigo publicado no Financial Times que Teerã está disposta a buscar uma solução diplomática para o conflito, mas preparada para se defender.
Apesar dos ataques contínuos, os embarques de petróleo do Oriente Médio superaram os níveis pré-guerra. Os fluxos através de Ormuz e rotas de exportação alternativas atingiram uma média de mais de 24 milhões de barris por dia na semana passada, acima do nível pré-guerra, de 23,3 milhões de barris por dia, segundo a Kpler.
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*Com informações da Dow Jones Newswires
