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InvestMercados
24/06/2026
5 min

Petróleo, fluxo cambial e moradia nos EUA: o que move os mercados

Petróleo, fluxo cambial e moradia nos EUA: o que move os mercados

Os investidores iniciam esta quarta-feira, 24, de olho em uma agenda que combina indicadores de confiança no Brasil, dados do mercado imobiliário nos Estados Unidos e novos sinais sobre o comportamento do petróleo no mercado internacional.

No Brasil, os destaques do dia são a Sondagem do Consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV), às 8h, e o fluxo cambial semanal do Banco Central, às 14h30. No exterior, a agenda inclui dados de moradia nos Estados Unidos, inflação no México e a pesquisa de sentimento econômico IFO da Alemanha.

O pano de fundo segue sendo a leitura dos investidores sobre a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira, 23. O documento não trouxe o consenso esperado e acabou dividindo economistas entre a possibilidade de uma pausa e a continuidade do ciclo de cortes da Selic.

A expectativa agora se desloca para o Relatório de Política Monetária (RPM) e para a entrevista do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nesta quinta-feira, 25.

O cenário externo também segue no radar. As negociações entre Estados Unidos e Irã avançam apesar das divergências públicas, enquanto os sinais de normalização do fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz ajudaram a reduzir preocupações com possíveis interrupções na oferta global da commodity.

A queda do Brent reduz uma fonte importante de pressão para o Banco Central, em meio às dúvidas do mercado sobre os próximos passos da política monetária.

O que acompanhar no Brasil

No Brasil, o primeiro destaque da agenda será a Sondagem do Consumidor de junho da FGV, às 8h. Na leitura anterior, o indicador estava em 88,8 pontos.

O dado é acompanhado por investidores como um termômetro da confiança das famílias e da disposição para o consumo, um dos motores da atividade econômica brasileira.

Às 14h30, o Banco Central divulga os dados semanais de fluxo cambial.

Agenda no exterior

Às 8h, os Estados Unidos divulgam dados do mercado hipotecário. Entre os indicadores estão os juros de hipotecas de 30 anos MBA e os pedidos de hipotecas.

Às 9h30, serão divulgadas as transações correntes do primeiro trimestre. No mesmo horário, saem as licenças de construção de maio. Mais tarde, às 11h, serão divulgadas as vendas de casas novas nos Estados Unidos.

Às 9h, o México divulga os dados de inflação ao consumidor de junho.

Petróleo segue no radar

O petróleo também deve continuar no centro das atenções nesta quarta-feira. No começo da manhã, os contratos futuros do Brent para agosto recuavam 1,7%, a US$ 75,79 por barril, no menor nível desde 27 de fevereiro. Já o WTI para agosto caía 1,7%, a US$ 71,98 por barril.

A queda ocorre em meio ao alívio das preocupações com possíveis interrupções de oferta, enquanto investidores monitoram os desdobramentos no Estreito de Ormuz.

Às 11h30, serão divulgados os dados semanais de estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos.

O tema também entrou no radar político americano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou as petroleiras por não reduzirem os preços da gasolina na mesma proporção da queda recente do petróleo e afirmou ter orientado o Departamento de Justiça a analisar a questão.

Agenda de autoridades

No Banco Central, Gabriel Galípolo terá despachos internos em Brasília pela manhã. À tarde, das 15h às 16h, participa do Encontro Nacional de Diretores e Superintendentes Regionais da Polícia Federal, promovido pelo Departamento de Polícia Federal, em Brasília. O evento será fechado à imprensa.

Na Fazenda, o ministro Dario Durigan cumpre agenda na China. Entre os compromissos estão o Fórum Brasil-China sobre Finanças Verdes, reunião bilateral com Lu Feng, presidente da Wind Information, cerimônia de conectividade e cooperação em dados dos mercados de capitais entre China e Brasil e reunião bilateral com Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento.

Política no radar

No campo político, investidores acompanham a repercussão da decisão do governo Lula de criar uma nova cota de importação para veículos elétricos parcialmente desmontados e desmontados com alíquota zero.

A medida, aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), prevê uma cota de US$ 463 milhões válida até dezembro e gerou reação de entidades do setor automotivo.

A Anfavea afirmou que a decisão reduz os incentivos para investimentos em produção local e estuda contestar a medida na Justiça. A Fiesp também criticou a iniciativa, classificando-a como prejudicial à indústria instalada no país.

Como foi o último pregão

Na terça-feira, 23, oIbovespa fechou em alta de 0,65%, aos 171.483 pontos, após uma sessão marcada por volatilidade e mudança de humor dos investidores. O dólar encerrou o dia em alta de 0,88%, a R$ 5,18.

O principal índice da bolsa brasileira chegou a operar no campo negativo pela manhã, pressionado pela leitura da ata do Copom e pelo desempenho negativo dos mercados americanos, mas ganhou força ao longo do dia e terminou em território positivo.

A recuperação ocorreu apesar das perdas registradas em Wall Street, onde ações ligadas a semicondutores e tecnologia puxaram os índices para baixo. O Nasdaq recuou 2,22%, enquanto o S&P 500 caiu 1,44% e o Dow Jones fechou com baixa de 0,09%.

Entre as ações do Ibovespa, 41 fecharam em alta, 17 recuaram e 20 terminaram estáveis. Marfrig liderou os ganhos, com valorização de 9,88%, seguida por Vivara, que avançou 4,64%, e Azzas, com alta de 3,61%.

AutorCarolina Ingizza
FonteExame
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