Petróleo salta 3% com riscos de oferta; saldo semanal também é positivo
O petróleo terminou o pregão em alta nesta sexta-feira (16), com investidores de energia receosos com questões de oferta global em meio a ataques contra a infraestrutura energética da Rússia e hostilidades contra embarcações no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para […]

O petróleo terminou o pregão em alta nesta sexta-feira (16), com investidores de energia receosos com questões de oferta global em meio a ataques contra a infraestrutura energética da Rússia e hostilidades contra embarcações no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para dezembro fechou com alta de 3,72%, a US$ 109,86 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na semana, o ganho foi de 4,9%.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para o mesmo mês subiu 2,61%, a US$ 99,02 o barril. Na semana, o avanço foi de 7,8%.
O que movimentou o petróleo?
A commodity, que chegou a operar me queda na madrugada, acelerou alta nesta tarde em meio às informações da Reuters de que a refinaria de petróleo de Ryazan, na Rússia, suspendeu as operações em uma de suas principais unidades de refino após um ataque de drone na região na quinta-feira. A mesma unidade já havia sido suspensa após outro ataque no mês passado.
Em paralelo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que Teerã está disposto a ajudar na solução de divergências entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, que são apoiados pelo regime iraniano.
Apesar da recuperação dos fluxos de petróleo do Oriente Médio, a incerteza em torno do conflito continua a sustentar os preços do petróleo, dizem analistas do ING.
O banco holandês pontua que uma recuperação sustentada nos embarques por Ormuz pode gradualmente reduzir o prêmio de risco geopolítico, mas um acordo será necessário para dar aos mercados maior confiança de que fluxos mais altos podem ser mantidos.
As preocupações com o fornecimento de diesel, entretanto, podem diminuir, à medida que as exportações de produtos aumentam e a manutenção reduzida das refinarias apoia a disponibilidade, segundo a Julius Baer.
O vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, afirmou que Moscou está pronta para garantir o equilíbrio dos mercados de energia e manter seu papel na garantia do diesel, informou a Interfax.
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*Com informações da Dow Jones Newswires
