Petróleo salta mais de 6% com fim da trégua entre EUA e Irã
Após três dias consecutivos de preços do petróleo disparam nesta quarta-feira (29) com a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o que afastou o otimismo de avanço nas negociações para um acordo de paz definitivo na região. Por volta de 11h (horário de Brasília) contrato mais líquido do petróleo Brent, […]

Após três dias consecutivos de preços do petróleo disparam nesta quarta-feira (29) com a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o que afastou o otimismo de avanço nas negociações para um acordo de paz definitivo na região.
Por volta de 11h (horário de Brasília) contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro operava com alta de 5,888%, a US$ 86,93 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Mais cedo, a cotação chegou a US$ 87,34 por barril.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro tinha avanço de 6,60%, a US$ 84,47 o barril, próximo da máxima intradia (US$ 84,94), no mesmo horário.
A trégua nos ataques entre Estados Unidos e Irã, que havia sido estabelecida pelo presidente norte-americano Donald Trump no último sábado (25), chegou ao fim.
Hoje, os EUA e a Arábia Saudita realizaram ataques conjuntos contra grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque. Trump também prometeu retaliar duramente Teerã em entrevista por telefone à Fox News nesta manhã.
O Irã, por sua vez, rejeitou uma proposta de Omã para administrar conjuntamente o Estreito de Ormuz e afirmou ter disparado contra navios no estreito e contra bases norte-americanas na Jordânia.
Além disso, o grupo militante houthis, do Iêmen, disparou mísseis balísticos contra um petroleiro saudita no Estreito de Bab el-Madeb, no Mar Vermelho, intensificando a aplicação de um bloqueio marítimo recém-declarado contra a Arábia Saudita.
Os bloqueios em Ormuz e El-Madeb aumentam as incertezas sobre o escoamento da commodity e os possíveis impactos da oferta mais restrita sobre os preços e os efeitos na inflação global.
