Petróleo sobe após EUA ameaçarem bloqueio indefinido ao Irã
Os preços do petróleo sobem nesta sexta-feira (14) depois que os Estados Unidos ameaçaram impor um bloqueio naval indefinido ao Irã, reacendendo as preocupações com o fornecimento de petróleo bruto após a queda na sessão anterior, provocada por uma perspectiva mais fraca para a demanda e por um forte aumento nos estoques dos EUA. Os […]

Os preços do petróleo sobem nesta sexta-feira (14) depois que os Estados Unidos ameaçaram impor um bloqueio naval indefinido ao Irã, reacendendo as preocupações com o fornecimento de petróleo bruto após a queda na sessão anterior, provocada por uma perspectiva mais fraca para a demanda e por um forte aumento nos estoques dos EUA.
Os contratos futuros do Brent subiam US$ 1,33, ou 1,53%, para US$ 88,40 por barril às 4h49 (horário de Brasília), enquanto os contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançavam US$ 1,47, ou 1,81%, para US$ 82,72 por barril.
Os dois índices de referência caminhavam para altas semanais de cerca de 4%, após a queda de mais de 2% na sessão anterior, reduzindo os ganhos depois da sequência de seis sessões de alta do Brent e de cinco sessões de avanço do WTI.
“Apesar dos dados baixistas sobre os estoques de petróleo bruto, o cenário geopolítico mais amplo está impedindo uma queda mais acentuada dos preços”, disse Susan Bell, vice-presidente sênior para os mercados de commodities de petróleo da Rystad Energy, em uma nota.
Nesta quinta-feira (13), os Estados Unidos advertiram que poderiam manter indefinidamente um bloqueio naval ao Irã e aumentar a pressão econômica sobre Teerã, enquanto as negociações de cessar-fogo permanecem estagnadas.
“Fiquem atentos a este espaço para mais anúncios na próxima semana, porque vamos aplicar medidas como nunca antes vistas na história do isolamento econômico de um país”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, ao programa “Rob Schmitt Tonight”, da Newsmax, em uma entrevista.
As últimas ameaças dos EUA ocorrem enquanto o Irã restringe o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do petróleo mundial antes do conflito, elevando os preços dos combustíveis e aumentando a pressão sobre o presidente Donald Trump para encerrar uma guerra que é impopular dentro do país.
O estreito está “sob a gestão e o controle da República Islâmica”, afirmou, no entanto, o recém-nomeado chefe da unidade paramilitar Basij do Irã, Hossein Taeb, segundo a agência de notícias semioficial Fars.
A perspectiva de uma guerra mais longa afetando o fornecimento foi compensada nesta semana pelas previsões da Opep e da Agência Internacional de Energia de redução nas perspectivas de crescimento da demanda, enquanto dados mostraram o maior aumento semanal nos estoques de petróleo bruto dos EUA em mais de três anos e meio.
Duas embarcações da Abu Dhabi National Oil Company, estatal dos Emirados Árabes Unidos, foram atacadas ontem enquanto atravessavam o Estreito de Ormuz, informou a agência estatal de notícias dos Emirados, WAM, em um incidente que o governo dos Emirados Árabes Unidos condenou como um ataque iraniano.
Em outra frente, autoridades russas rapidamente eliminaram os danos hoje após um incêndio no porto de Ust-Luga, no Mar Báltico — um importante centro de exportação de petróleo — ter sido provocado por um ataque de drones ucranianos, informou o governador regional Alexander Drozdenko.
