Petróleo sobe com falta de acordo entre EUA e Irã e interrompe sequência de quedas
O petróleo fechou em queda nesta quarta-feira (23) em forte alta, interrompendo a sequência de cinco quedas consecutivas, com a redução do otimismo de negociações entre Estados Unidos e Irã após novas declarações de Teerã na Assembleia Geral da ONU. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou […]

O petróleo fechou em queda nesta quarta-feira (23) em forte alta, interrompendo a sequência de cinco quedas consecutivas, com a redução do otimismo de negociações entre Estados Unidos e Irã após novas declarações de Teerã na Assembleia Geral da ONU.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 2,84%, a US$ 98,12 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na máxima intradia, o barril do Brent atingiu a cotação de US$ 103,79.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para o mesmo mês subiu 1,81%, a US$ 92,16 o barril.
O que influenciou o petróleo?
O petróleo voltou a superar o nível de US$ 100 por barril, com EUA e Irã confirmando que não houve avanço nas negociações de cessar-fogo no Oriente Médio.
Durante o discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou o mandatário dos EUA, Donald Trump, de ter uma “mentalidade de intimidação” e disse que o Irã não se renderá na guerra.
“As declarações feitas ontem pelo presidente dos EUA são um sinal de uma mentalidade de intimidação. O povo iraniano não se curvará à pressão. […] Aqueles que são terroristas e treinam terroristas nos chamam de terroristas”, disse ele, referindo-se à descrição feita por Trump do Irã como o principal patrocinador do terrorismo no mundo.
Apesar das falas mais duras, o presidente disse que Teerã continua aberto à diplomacia para pôr fim ao conflito.
Na véspera, Trump ameaçou “aniquilar a República Islâmica” caso não seja alcançado um acordo para pôr fim ao conflito.
Em meio às incertezas, o Bank of America (BofA) elevou a projeção para o barril do Brent de US$ 83 para US$ 95 em 2026, com os estrategistas considerando que a guerra no Oriente Médio deve durar pelo menos até o fim deste ano.
“A continuidade das tensões geopolíticas até o final do ano é agora o cenário mais provável”, afirmaram os estrategistas do banco, em relatório divulgado na véspera.
Os estrategistas do BofA também não descartam a possibilidade de o Brent superar a cotação de US$ 150 por barril até meados de 2027, se as interrupções no fornecimento da commodity continuarem ou se os danos à infraestrutura petrolífera se intensificarem, na tentativa de conter a demanda global do petróleo.
Além disso, a notícia de que o governo Trump prepara um plano para proibir as exportações de diesel por 90 dias, na tentativa de conter os preços do combustível, ficou no radar.
