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MercadosCMDT
06/11/2026
3 min

Petróleo sobe nesta sexta, mas caminha para forte queda semanal

Os preços do petróleo caminham para uma forte queda semanal, diante das expectativas de redução das tensões na guerra com o Irã, após o partido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofrer derrotas nas eleições. No entanto, as preocupações com o abastecimento do Oriente Médio, decorrentes do conflito, continuam estabelecendo um piso para o […]

Petróleo sobe nesta sexta, mas caminha para forte queda semanal

Os preços do petróleo caminham para uma forte queda semanal, diante das expectativas de redução das tensões na guerra com o Irã, após o partido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofrer derrotas nas eleições. No entanto, as preocupações com o abastecimento do Oriente Médio, decorrentes do conflito, continuam estabelecendo um piso para o mercado.

Os contratos futuros do petróleo Brent para janeiro sobem US$ 1,12, ou 1,14%, para US$ 99,41 por barril, nesta sexta-feira (6), às 4h28 (horário de Brasília). Os contratos futuros do petróleo norte-americano West Texas Intermediate (WTI) avançavam 78 centavos, ou 0,86%, para US$ 91,30 por barril. O Brent chegou a ultrapassar brevemente a marca de US$ 100 por barril nas negociações de hoje.

Os dois contratos registraram alta pelo segundo dia consecutivo.

Ainda assim, o contrato do Brent caminha para uma queda de 12% nesta semana, após o vencimento do contrato para dezembro em 30 de outubro. O WTI, por sua vez, deve acumular uma queda de 12,1%.



Os contratos despencaram no início desta semana diante das expectativas de que as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas na terça-feira, que transferiram o controle do Senado e da Câmara dos Representantes do Partido Republicano de Trump para o Partido Democrata, poderiam levar a uma redução das tensões na guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que já está em seu nono mês.

Os preços do petróleo caíram 8% apenas na quarta-feira, após a ampla vitória dos democratas nas eleições, encerrando o pregão nos níveis mais baixos em dois meses.

No entanto, os preços se recuperaram após um aumento dos ataques a petroleiros na quarta e nesta quinta-feira (5), no Golfo e no Estreito de Ormuz — a principal rota marítima de saída para a maior parte dos embarques de petróleo do Oriente Médio —, o que renovou as preocupações com os fluxos de abastecimento provenientes da região.

Tim Waterer, analista-chefe da KCM, descreveu a alta de hoje como uma “recuperação técnica” após a forte onda de vendas provocada pelas eleições norte-americanas. Entretanto, afirmou que o principal fator por trás da recuperação foi a percepção de que o problema não desapareceu e de que os ataques no Estreito de Ormuz não foram afetados pela vitória dos democratas.

“Até que exista um caminho confiável para um trânsito mais seguro e barato pelo Golfo, é provável que o petróleo continue encontrando sustentação nas quedas e permaneça sujeito a movimentos bruscos diante de qualquer notícia de escalada do conflito”, afirmou.

O Irã declarou ontem que outros três petroleiros foram atacados no Estreito de Ormuz. Além disso, dados da agência britânica de segurança marítima UKMTO sugerem que os ataques a navios transportadores de petróleo continuam ocorrendo em um ritmo próximo dos níveis recordes.

AutorReuters
FonteMoney Times
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