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22/09/2026
3 min

Petróleo tem 5º dia de queda e perde o nível de US$ 100 por barril com negociações entre EUA e Irã em foco

O petróleo fechou em queda nesta terça-feira (22), acumulando a quinta sessão seguida em território negativo, em meio às movimentações em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com […]

Petróleo tem 5º dia de queda e perde o nível de US$ 100 por barril com negociações entre EUA e Irã em foco

O petróleo fechou em queda nesta terça-feira (22), acumulando a quinta sessão seguida em território negativo, em meio às movimentações em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com queda de 1,09%, a US$ 99,25 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para o mesmo mês caiu 2%, a US$ 90,52 o barril.

O que influenciou o petróleo?

O petróleo chegou a sinalizar uma pausa no ciclo de baixas pela manhã, mas voltou a recuar após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

O republicano disse que o fluxo de petróleo no Golfo Pérsico está maior do que em qualquer momento desde o início da guerra. Mais tarde, afirmou que uma delegação americana se reuniu por mais de três horas com representantes iranianos e classificou a conversa como “muito produtiva”.

Trump também se encontrou com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e afirmou a jornalistas, antes da reunião, que os ataques de Kiev à Rússia vêm atingindo duramente o governo de Vladimir Putin, com reflexos sobre os preços do diesel.

Questionado sobre a possibilidade de interromper exportações americanas do derivado, disse que a Casa Branca avalia a viabilidade de uma restrição, total ou parcial.

Analistas da Capital Economics estimam que uma volta das exportações de energia aos níveis pré-guerra é improvável antes, ao menos, do começo do próximo ano. “A atividade não petrolífera ficará prejudicada pela falta de apoio fiscal, pelas altas de juros e por setores de turismo enfraquecidos”, afirmam.

Em paralelo, chanceleres do G7 instaram o Irã a cortar o apoio aos Houthis, do Iêmen, e pediram que o grupo interrompa operações militares e ataques a embarcações civis e contra a Arábia Saudita. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta terça-feira que Washington apoiará o reino saudita contra a milícia Houthi, se necessário.

Mais cedo, a estatal de petróleo da Líbia, National Oil Corporation (NOC), informou que parte das operações foram interrompidas, em meio a uma paralisação que já reduziu a produção em cerca de 130 mil barris por dia.

A estatal alertou para o risco de “paralisia completa” das operações do complexo e disse que prepara uma declaração de força maior “nas próximas horas”, caso a situação não se resolva.

AutorEstadão Conteúdo
FonteMoney Times
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