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01/07/2026
2 min

Petróleo tem melhor mês para o consumidor em seis anos; hoje cai 0,75%

Petróleo tem melhor mês para o consumidor em seis anos; hoje cai 0,75%

O petróleo fechou junho com a maior queda mensal em seis anos e abriu julho no mesmo tom. O Brent fechou junho com queda de cerca de 21%, a maior desde março de 2020, e o West Texas Intermediate (WTI) recuou mais de 20%, a maior derrocada mensal desde o fim de 2021.

Por volta das 7h30 (horário de Brasília), o Brent recuava 0,75%, a US$ 72,40 o barril, enquanto a referência americana WTI cedia 0,72%, a US$ 69, depois que representantes dos Estados Unidos chegaram ao Catar, mesmo sem perspectiva de encontro direto com iranianos para tratar da guerra.

Reunião no Catar sobre a guerra

O genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, e o enviado especial Steve Witkoff chegaram a Doha na terça-feira, 30, mas um porta-voz do governo do Catar deixou claro que eles se reuniriam com mediadores, não diretamente com representantes iranianos, de acordo com a CNBC.

O Irã, por sua vez, sinalizou que Teerã e Washington ainda precisam consolidar os termos do acordo provisório assinado em junho antes de avançar para temas mais espinhosos, como eventuais limites ao programa nuclear iraniano, conforme informou a Reuters.

O pano de fundo é o memorando de entendimento de 14 pontos firmado pelos dois países em 17 de junho, que deu alívio aos confrontos e ao fluxo pelo Estreito de Ormuz, rota por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo negociado no mundo.

Ormuz: movimento ainda limitado

Os estrategistas do banco holandês ING Warren Patterson e Ewa Manthey avaliaram, em nota divulgada pela CNBC, que o mercado de petróleo segue adotando uma visão relativamente otimista sobre a recuperação do fornecimento no Oriente Médio.

"É verdade que houve um leve aumento no tráfego de navios-tanque em direção à região, sugerindo que os armadores estão cada vez mais confiantes em enviar embarcações para o Golfo Pérsico", detalharam.

"Se essa tendência se acelerar, ela se tornará um claro obstáculo e potencialmente um desafio direto à nossa visão de que os preços do petróleo deveriam subir em relação aos níveis atuais", acrescentaram.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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