Petróleo tem nova alta com declarações sobre avanço nas negociações entre EUA e Irã em foco

Os preços do petróleo estenderam os ganhos da sessão anterior e fecharam as negociações desta terça-feira (2) em alta, em meio à crescente incerteza sobre o avanço das conversas entre Estados Unidos e Irã com relatos controversos.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto terminaram o dia com avanço de 1,07%, a US$ 96,00 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho fecharam com alta de 1,74%, a US$ 93,76 o barril.
Esses foram os maiores fechamentos para os contratos de Brent e WTI desde 26 de maio.
O que impulsionou o petróleo?
As possíveis conversas entre Estados Unidos e Irã para um acordo de paz no Oriente Médio continuaram a movimentar o mercado de petróleo.
Pela manhã, a commodity operou volátil, mas firmou alta com declarações divergentes entre autoridades de Washington e Teerã sobre o avanço das negociações.
Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as notícias de que o Irã cortou a comunicação com a Casa Branca são “falsas” e “equivocadas”.
O secretário do Estado norte-americano Marco Rubio também afirmou que um acordo com o Irã “pode acontecer hoje, amanhã ou na próxima semana” a senadores durante audiência na Comissão de Relações Exteriores sobre a roposta orçamentária anual do Departamento de Estado.
Na mesma linha, a agência de notícias iraniana Mehr relatou que o governo do país continua analisando a versão final do memorando de entendimento.
Já a Fars, também agência iraniana, reportou que não há troca de mensagens entre os dois países.
Israel e o Líbano, por sua vez, voltaram à mesa de negociações, apesar de relatos de que o Hezbollah não vai aceitar um cessar-fogo parcial.
Além disso, o Financial Times reportou que os Emirados Árabes Unidos planejam construir seu primeiro oleoduto para contornar o Estreito de Ormuz, que permanece fechado, e manter as exportações de gasolina, diesel e combustível de avião.
O Goldman Sachs também reforçou a expectativa de margens de combustíveis mais altas por mais tempo.
“Embora já esperássemos, desde o início de fevereiro, que as margens dos derivados de petróleo (ou seja, preços dos combustíveis menos preços do petróleo bruto) permanecessem elevadas por um período prolongado, o conflito no Oriente Médio reforçou essa visão, levando as margens do diesel a níveis recordes no fim de março”, diz o relatório enviado a clientes nesta terça-feira.
