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InvestMercadosCMDT
23/07/2026
4 min

Petrolíferas e farmacêuticas lideram pagamentos de dividendos em 2026

Petrolíferas e farmacêuticas lideram pagamentos de dividendos em 2026

O mercado global de dividendos manteve crescimento no primeiro trimestre de 2026, com destaque para a atuação de petrolíferas e farmacêuticas. Segundo a primeira edição do Janus Henderson Global Dividend and Buyback Index, os dividendos globais atingiram US$ 424,5 bilhões nos três primeiros meses do ano, alta de 10,1% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo o índice, os dividendos globais devem crescer 8,3% em 2026.

O setor financeiro foi o que mais pagou dividendos no primeiro trimestre de 2026, totalizando US$ 90,8 bilhões. Mas as farmacêuticas aparecem logo atrás, com US$ 53,8 bilhões, seguidas pelas petrolíferas, com US$ 53,5 bilhões.

Individualmente, as maiores pagadoras globais do trimestre também pertencem a esses setores. A Saudi Arabian Oil (Saudi Aramco) liderou o ranking, seguida pela Novartis e pela Roche, ambas do setor farmacêutico.

A ExxonMobil, do setor de petróleo e gás, aparece em oitavo lugar. Já a Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e Wegovy, aparece em nono lugar.

Veja o ranking global das empresas que mais pagaram dividendos:

  1. Saudi Arabian Oil (Arábia Saudita)
  2. Novartis AG (Suíça)
  3. Roche Holding (Suíça)
  4. Microsoft (EUA)
  5. China Construction Bank Corporation (China)
  6. BHP Group (Austrália)
  7. Siemens Aktiengesellschaft (Alemanha)
  8. ExxonMobil (EUA)
  9. Novo Nordisk (Dinamarca)
  10. TSMC  (Taiwan)

Dividendos por país

A América do Norte segue liderando o retorno de capital aos acionistas, respondendo por 51% do total global em dividendos. Os Estados Unidos, isoladamente, distribuíram US$ 183,5 bilhões, enquanto as recompras atingiram US$ 266,7 bilhões.

Na Europa, fora do Reino Unido, o montante distribuído chegou a US$ 67,4 bilhões, liderado pela Suíça (US$ 27,3 bilhões) e Dinamarca (US$ 9,4 bilhões). OReino Unido pagou US$ 17,7 bilhões, com destaque para dividendos especiais de empresas como Next e Reckitt. Além dos dividendos especiais, pagamentos na região foram sustentados por uma gama diversificada de empresas, incluindo a AstraZenecae a Shell.

O setor financeiro se manteve como o maior distribuidor de dividendos globais, pagando US$ 90,8 bilhões, e também liderou as recompras de ações, com US$ 110,7 bilhões, representando mais de um terço do total registrado no índice.

O setor de materiais básicos teve o crescimento mais expressivo entre todos os segmentos, com os dividendos subindo 47,1% no período. Esse aumento foi impulsionado pela demanda por minerais estratégicos, como cobre e lítio, essenciais para a produção de semicondutores, centros de dados e infraestrutura ligada à inteligência artificial.

Já o setor de tecnologia continuou a ser crucial para os retornos aos acionistas, distribuindo US$ 43,7 bilhões em dividendos e realizando US$ 66,6 bilhões em recompras, reforçando o papel das grandes empresas de tecnologia na geração de valor e liquidez no mercado global de capitais.

O Brasil no top 15

Na América Latina, os dividendos somaram US$ 10,5 bilhões, alta de 15% sobre o mesmo período de 2025. O Brasil foi responsável por quase 60% desse total, distribuindo cerca de US$ 6,3 bilhões, o que coloca o país na 11ª posição global em dividendos pagos no trimestre.

As recompras na região foram mais moderadas, atingindo US$ 1,1 bilhão, refletindo menor participação nesse mecanismo de retorno de capital. Entre as empresas brasileiras, a mineradora Vale se destacou, aumentando o dividendo por ação de R$ 2,66 para R$ 3,58 no período.

Outros países relevantes da América Latina incluíram o México (US$ 1,4 bilhão, impulsionado pelo Grupo México) e o Chile (US$ 2 bilhões), ambos com crescimento de dividendos atrelado ao setor de mineração.

Veja o ranking global de dividendos por país:

  1. Estados Unidos: US$ 183,5 bilhões
  2. Suíça: US$ 27,3 bilhões
  3. China: US$ 25,2 bilhões
  4. Arábia Saudita: US$ 24,5 bilhões
  5. Canadá: US$ 18,4 bilhões
  6. Reino Unido: US$ 17,7 bilhões
  7. Austrália: US$ 14,9 bilhões
  8. Dinamarca: US$ 9,4 bilhões
  9. Índia: US$ 8,1 bilhões
  10. Alemanha: US$ 7,5 bilhões
  11. Brasil: US$ 6,3 bilhões
AutorLetícia Furlan
FonteExame
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