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Sacre Investimentos
BrasilPRP
11/06/2026
4 min

PF investiga previdência de três estados por envolvimento no caso Master

PF investiga previdência de três estados por envolvimento no caso Master

A Polícia Federal (PF) ampliou as investigações sobre aplicações de recursos previdenciários no Banco Master e já apura operações realizadas por fundos de aposentadoria de três estados e de três municípios.

A mais recente etapa da apuração ocorreu nesta quarta-feira, 10, com a deflagração da Operação Take Over, que mira investimentos feitos pelo Instituto de Previdência Social do Município do Paulista (PreviPaulista), em Pernambuco.

Segundo a PF, mais de R$ 3 milhões teriam sido direcionados a investimentos considerados de risco por meio de decisões tomadas em desacordo com normas legais e procedimentos de governança exigidos para a administração de recursos previdenciários.

Ao todo, os aportes sob investigação em diferentes unidades da federação superam R$ 4 bilhões.

Operação mira fundo de previdência em Pernambuco

A Operação Take Over cumpriu dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Recife e Paulista, em Pernambuco, além do Rio de Janeiro.

Um dos alvos foi a sede do PreviPaulista, responsável pela gestão dos recursos previdenciários dos servidores municipais. A investigação apura se houve aplicação irregular de recursos emletras financeiras emitidas pelo Banco Master e também o eventual recebimento de vantagens indevidas por gestores do fundo.

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que decisões estratégicas tenham sido tomadas de forma isolada, sem observância dos critérios de segurança, liquidez e transparência exigidos para esse tipo de investimento.

Os investigadores também apuram suspeitas de esvaziamento das atribuições do comitê de investimentos responsável pela análise técnica e aprovação das aplicações financeiras, o que poderia ter comprometido os mecanismos de controle e fiscalização dos recursos destinados às aposentadorias dos servidores.

Segundo a PF, os envolvidos podem responder por gestão temerária ou fraudulenta, além de crimes contra a administração pública e contra o sistema financeiro.

Em nota, a Prefeitura de Paulista confirmou que a Polícia Federal realizou diligências na sede do PreviPaulista e afirmou que os fatos investigados se referem à administração anterior.

A gestão municipal informou ainda que está fornecendo todas as informações e documentos solicitados pelos investigadores e reafirmou compromisso com a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.

O PreviPaulista também declarou estar colaborando integralmente com as autoridades e afirmou que a capacidade financeira do instituto permanece preservada, sem impacto no pagamento dos benefícios previdenciários aos servidores municipais.

Investigações alcançam três estados

Além de Pernambuco, as investigações alcançam fundos previdenciários dos estados do Rio de Janeiro, Amazonas e Amapá.

No Rio de Janeiro, a PF identificou aportes considerados suspeitos feitos pelo Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master. As operações teriam movimentado cerca de R$ 970 milhões entre outubro de 2023 e julho de 2024. Os investigadores também apuram aplicações de aproximadamente R$ 2,01 bilhões realizadas a partir de julho de 2024.

No Amazonas, a corporação investiga suspeitas de aportes irregulares de R$ 390 milhões feitos pela Amazonprev. Em março deste ano, uma operação cumpriu mandados de busca e apreensão e teve como alvos ex-dirigentes da entidade, além de resultar no afastamento de servidores públicos.

Já no Amapá, a PF apura investimentos de aproximadamente R$ 400 milhões realizados pela Amapá Previdência (Amprev) em letras financeiras emitidas pelo Banco Master. Segundo as investigações, gestores teriam ignorado alertas internos e pressionado pela aprovação das aplicações.

Municípios paulistas também são alvo

As investigações também incluem fundos previdenciários municipais do interior de São Paulo.

De acordo com O Globo, os municípios de Cajamar e Santo André da Posse aplicaram, respectivamente, R$ 107 milhões e R$ 13 milhões emprodutos financeiros do Banco Master.

Nos seis casos investigados, a Polícia Federal apura desde falhas de governança e descumprimento de critérios técnicos para aprovação dos investimentos até suspeitas de pressões políticas, atuação de intermediários e pagamento de propina.

*Com informações de O Globo e Agência Brasil

AutorPaloma Lazzaro
FonteExame
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