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Sacre Investimentos
Economia
25/06/2026
4 min

PIB dos EUA cresce 2,1% no primeiro trimestre, mas inflação atinge 4,1% em maio

PIB dos EUA cresce 2,1% no primeiro trimestre, mas inflação atinge 4,1% em maio

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 2,1% no primeio trimestre de 2026,  valor está acima dos 1,6% relatados anteriormente, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira, 25. No entanto, o país também registrou em maio 4,1% de inflação, a maior taxa dos últimos três anos, segundo o índice PCE, indicador utilizado pelo banco central Federal Reserve (Fed).

A revisão do PIB foi divulgada pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos e representa a terceira estimativa para o período entre janeiro e março. Na comparação com o último trimestre de 2025, quando a economia americana cresceu 0,5%, o avanço anualizado foi impulsionado por investimentos, exportações, gastos públicos e consumo.

Crescimento é revisado para cima com impulso da tecnologia

De acordo com oDepartamento de Análise Econômica dos Estados Unidos (BEA), a revisão positiva de 0,5 ponto percentual em relação à estimativa anterior ocorreu principalmente por uma redução maior do que a prevista nas importações, fator que contribui para o cálculo do PIB. O ajuste foi parcialmente compensado por uma revisão negativa nos gastos dos consumidores.

Entre os setores que mais contribuíram para o avanço da economia no primeiro trimestre estão os serviços de informação, o governo federal, serviços profissionais, científicos e técnicos, além daindústria de bens duráveis. O setor de inteligência artificial aparece entre os segmentos que têm impulsionado o crescimento recente dos Estados Unidos.

O PIB real aumentou em 46 estados norte-americanos e no Distrito de Columbia no período. O maior crescimento regional foi registrado em Washington, com alta anualizada de 4,5%, enquanto Dakota do Sul teve retração de 1,6%.

Além do crescimento econômico, os dados do Departamento de Comércio mostraram aumento de 0,7% nos gastos de consumo pessoal em maio, enquanto a renda pessoal disponível avançou na mesma proporção.

Inflação sobe com pressão dos combustíveis

Apesar do desempenho positivo da economia, a inflação permanece como um desafio para o governo e para o Federal Reserve. O PCE registrou alta de 4,1% em maio de 2026 frente ao valor do mês em 2025. É o maior nível desde abril de 2023.

Oíndice avançou 0,4% no mês, repetindo o ritmo registrado em abril. Já o núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia por serem componentes mais voláteis, subiu 0,3% em maio e acumulou alta de 3,4% em 12 meses.

Segundo a AFP, a elevação dos preços foi influenciada pelo aumento dos custos de energia após o início da guerra no Oriente Médio, que pressionou principalmente os preços dos combustíveis.

Até o momento, os consumidores americanos gastaram mais US$ 60 bilhões a mais com gasolina e produtos relacionados na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com a Universidade de Brown.

A gasolina comum nos Estados Unidos permanece cerca de 31% mais cara do que antes do início do conflito, segundo a associação automobilística AAA.

Fed mantém juros e acompanha pressão dos preços

O aumento da inflação reforçou a preocupação dos dirigentes do Federal Reserve, que mantêm a meta de inflação em 2%. Na reunião mais recente do banco central, os integrantes decidiram pela manutenção das taxas de juros pela quarta vez consecutiva, mantendo o intervalo entre 3,5% e 3,75%.

Segundo informações divulgadas pelo Wall Street Journal, parte dos dirigentes passou a considerar a possibilidade de elevar os juros antes de 2027 diante da persistência das pressões inflacionárias. Nove dos 19 integrantes do comitê de política monetária projetaram pelo menos uma alta nas taxas ainda neste ano.

O presidente Donald Trump afirmou que o avanço da inflação é temporário e disse esperar redução dos preços após o fim da guerra. Alguns analistas avaliam que a inflação pode começar a desacelerar com a queda recente nos preços do petróleo, enquanto outros consideram que a normalização completa da oferta de energia pode levar meses.

AutorPaloma Lazzaro
FonteExame
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