PIB: Economia dos EUA desacelera para 1,5% no 2T26, abaixo das expectativas
O Bureau of Economic Analysis (BEA) divulgou nesta quinta-feira (30), a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos do segundo trimestre de 2026. O documento indicou uma taxa anualizada de 1,5% no período. O resultado veio abaixo das estimativas compiladas pelo Broadcast que projetavam alta de 2,1% do PIB americano no período. […]

O Bureau of Economic Analysis (BEA) divulgou nesta quinta-feira (30), a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos do segundo trimestre de 2026. O documento indicou uma taxa anualizada de 1,5% no período.
O resultado veio abaixo das estimativas compiladas pelo Broadcast que projetavam alta de 2,1% do PIB americano no período.
De acordo com o documento, os fatores que mais contribuíram foram o crescimento do consumo, do investimento e das exportações, parcialmente compensado pela redução dos gastos públicos. Já as importações, que são deduzidas no cálculo do PIB, aumentaram.
Na comparação com o primeiro trimestre, o crescimento do PIB dos Estados Unidos perdeu força no segundo trimestre, influenciado principalmente pela queda dos gastos do governo e pelo ritmo mais fraco dos investimentos e das exportações. Esse movimento foi parcialmente compensado pela aceleração do consumo das famílias. As importações, por sua vez, avançaram em ritmo mais intenso do que no trimestre anterior.
Já as vendas finais reais para compradores privados domésticos, indicador que reúne os gastos dos consumidores e o investimento fixo privado bruto, cresceram 3,9% no segundo trimestre, acima da alta de 1,7% registrada nos três primeiros meses do ano.
Pelo lado da inflação, o índice de preços das compras internas brutas acelerou para 5,7% no segundo trimestre, ante 3,6% no primeiro.
O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), principal medida de inflação acompanhada pelo Federal Reserve, subiu 5,1%, acima dos 4,6% do trimestre anterior. J
Já o núcleo do PCE, que exclui os preços de alimentos e energia, desacelerou para 3,4%, após registrar alta de 4,4% no primeiro trimestre.
