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Sacre Investimentos
Economia
28/05/2026
5 min

Pibão? Economia deve crescer 1% no 1T26; veja o que pode estar por trás da alta

Pibão? Economia deve crescer 1% no 1T26; veja o que pode estar por trás da alta

A atividade econômica, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB), deve registrar expansão de 1% no primeiro trimestre de 2026 (1T26), ante alta de 0,1% nos últimos três meses de 2025, segundo estimativas de 24 instituições do mercado financeiro consultadas pelo Money Times.

Já na comparação anual, a expectativa é de que o PIB cresça 1,8%, repetindo a variação do trimestre anterior. O dado será divulgado na manhã desta sexta-feira (29), às 9h (horário de Brasília), pelo IBGE.

Em relação ao avanço ante o último trimestre de 2025, a expectativa dos economistas é de que o crescimento seja impulsionado pela indústria, agro e consumo das famílias. Os serviços, apesar de desacelerarem, ainda devem seguir como vetor importante.

PIB
Base Mediana Trimestre anterior
1ºtri26/4ºtri25 (%) 1,0 0,1
1ºtri26/1ºtri25 (%) 1,8 1,8
2ºtri26/1ºtri26 (%) 0,4
2ºtri26/2ºtri25 (%) 1,7
2026 (%) 1,8
Sumário da pesquisa
Abertura 1ºtri26/4ºtri25 (%) 1ºtri26/1ºtri25 (%) 2ºtri26/1ºtri26 (%) 2ºtri26/2ºtri25 (%) 2026 (%)
Média 1,0 1,7 0,5 1,7 1,8
Piso 0,7 1,3 0,0 1,0 1,5
Teto 1,2 2,4 2,3 2,4 2,3
Institições 24 24 22 19 24

Indústria e agro impulsionam PIB

O economista Rodolfo Margato, da XP Investimentos, estima crescimento de 1,1% para o PIB no 1T26. Segundo ele, pelo lado da oferta, a indústria tende a apresentar recuperação expressiva, após um resultado decepcionante em 2025. Além disso, a agrupecuária deve entregar crescimento robusto, puxada pela maior produção de soja.

Na avaliação de Margato, o setor de serviços deve permanecer em trajetória ascendente, ainda que com perda de fôlego na margem.

O Itaú Unibanco projeta alta ligeiramente maior para o PIB no primeiro trimestre, de 1,2%, com previsão de desempenho mais forte da indústria e do agro na comparação com os três meses anteriores. Além disso, os serviços, no cenário do banco, devem registrar ligeira aceleração na comparação anual.

“Esperamos contribuição relevante do comércio e de outros serviços (incluindo serviços profissionais e
prestados às famílias), sustentados por um mercado de trabalho ainda forte e pelo impulso de medidas fiscais e de crédito”, afirma o Itaú em relatório.

O economista Antonio Ricciardi, do Banco Daycoval, por outro lado, prevê alta mais moderada, de 0,8% na margem. Ele destaca que não é esperado um crescimento semelhante nas próximas leituras, uma vez que o resultado reflete os impulsos do governo na atividade.

Consumo das famílias retoma fôlego

Pelo lado da demanda, Margato, da XP, considera que a absorção doméstica recuperou o fôlego no começo de 2026. “Tanto o consumo das famílias quanto a formação bruta de capital fixo (FBCF) devem apresentar avanço significativo em relação ao trimestre anterior”, diz.

A corretora prevê crescimento de 2% para o PIB em 2026. No entanto, Margato pondera que a projeção tem viés de alta. “A atividade doméstica deve acelerar em 2026, sustentada por um mercado de trabalho aquecido e impulsos de crédito e renda. Estimamos que as medidas governamentais de estímulo possam adicionar até 1,4 ponto percentual ao crescimento do PIB este ano”, afirma.

Na mesma linha, o Itaú espera reaceleração do consumo das famílias na comparação anua, como reflexo do emprego e da renda em níveis elevados, além dos possíveis efeitos de estímulos recentes do govero.

Já os investimentos, apesar de sinais de melhora na margem, devem apresentar queda na comparação anual, prevê o banco. “A dinâmica do trimestre pode ser parcialmente favorecida por base de comparação baixa e pela importação de plataforma de petróleo”, detalha.

Por ora, o Itaú estima crescimento de 1,9% para o PIB em 2026. No entanto, o banco acrescenta que o anúncio de novas medidas fiscais, parafiscais e de crédito nas últimas semanas aumenta o viés de alta para essa projeção.

Ricciardi, do Daycoval, também avalia que o crescimento do PIB é em boa parte impulsionado pelo consumo das famílias, devido à isenção do imposto de renda (IR) até R$ 5 mil e pela valorização do salário mínimo.

“As exportações também devem ter um bom desempenho pela soja e pelo petróleo. Embora o resultado tenha pegado apenas o começo do choque de petróleo em março, as exportações já mostraram um desempenho positivo no primeiro trimestre”, diz. O Daycoval projeta alta de 1,7% para o PIB em 2026.

PIB
Instituição 1ºtri26/4ºtri25 (%) 1ºtri26/1ºtri25 (%) 2ºtri26/1ºtri26 (%) 2ºtri26/2ºtri25 (%) 2026 (%)
Vitor Vidal Consulting 0,7 1,3 0,4 1,2 1,6
Banco Daycoval 0,8 1,6 0,3 1,6 1,7
PicPay 0,8 1,3 0,4 2,4 1,7
Novus Capital 0,9 1,7 0,4 2,3
Sicredi 0,9 1,4 0,6 1,7 1,9
UBS BB 0,9 1,6 0,4 1,0 1,5
Austin Rating 1,0 1,5 0,4 1,3 1,7
Banco Bmg 1,0 1,7 0,3 1,6 1,9
Banco do Brasil 1,0 1,7 0,6 2,0 2,0
BNP Paribas 1,0 1,8 0,5 2,0 2,0
Brasilprev 1,0 1,8 0,6 2,1 2,0
Inter 1,0 1,8 0,4 1,6 1,8
Lifetime Asset 1,0 1,7 0,4 1,8 1,9
Petros 1,0 1,7 0,6 2,0 2,0
Santander Brasil 1,0 1,7 0,4 1,7 1,8
Banco BV 1,1 1,8 0,3 1,7 1,5
BTG Pactual 1,1 1,8 1,9
Franklin Templeton Brasil 1,1 2,0 0,2 1,8 1,8
Ibre/FGV 1,1 1,8 0,3 1,7 1,8
Integral Group 1,1 2,4 0,2 1,7
MAG Investimentos 1,1 1,9 0,4 1,4 1,7
XP Investimentos 1,1 1,9 2
Itaú Unibanco 1,2 2,0 2,3 1,7 1,9
Porto Asset 1,2 2,0 0,0 1,5
AutorAnna Scabello
FonteMoney Times
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