PMIs da Europa e EUA, novas pesquisas e fluxo cambial: o que move os mercados
A AtlasIntel divulga nova pesquisa sobre a sucessão presidencial e a Quaest traz os dados das disputas para governos e Senado

A agenda econômica desta quarta-feira, 23, coloca no radar dos mercados principalmente os índices de atividade nos Estados Unidos e na Europa, além dos estoques de petróleo e do fluxo cambial no Brasil.
No exterior, os PMIs preliminares de setembro ajudam a mostrar o ritmo da atividade econômica em importantes economias e podem influenciar as expectativas para os juros. Nos Estados Unidos, os dados saem às 10h45 e vêm depois de uma sessão em que o Nasdaq renovou recordes, enquanto o petróleo recuou com sinais de avanço nas conversas entre Estados Unidos e Irã.
No Brasil, o principal indicador do dia será o fluxo cambial semanal, divulgado pelo Banco Central às 14h30. A agenda também inclui a decisão de juros da África do Sul, os estoques de petróleo dos Estados Unidos e um leilão de Treasuries de cinco anos.
O que acompanhar
A primeira bateria relevante de indicadores começa ainda de madrugada. A França e a Alemanha divulgam, a partir das 4h15, os PMIs preliminares de setembro, seguidos pelos dados da zona do euro, às 5h.
Nazona do euro, o PMI industrial de agosto ficou em 52,7 pontos e a projeção para setembro é de 52,6. O PMI composto passou de 52,0 para uma expectativa de 51,7 pontos, enquanto o índice de serviços, que estava em 51,6, tem projeção de 51,4.
Nos Estados Unidos, os PMIs de setembro saem às 10h45. O mercado espera alguma desaceleração em relação aos números de agosto.
O PMI de serviços, que marcou 56,5 pontos no mês passado, tem projeção de 55,8 pontos. No índice composto, a expectativa é de 55,8 pontos, ante 56,0 em agosto. Já o PMI industrial deve passar de 53,9 para 53,6 pontos.
Os dados ganham atenção porque ajudam a indicar a força da atividade americana e, consequentemente, podem alimentar as expectativas dos investidores sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed).
Às 11h30, a Energy Information Administration divulga os estoques semanais de petróleo bruto nos EUA, referentes à semana encerrada em 18 de setembro.
Na última leitura, os estoques recuaram 640 mil barris, enquanto a projeção era de queda de 600 mil barris. O dado pode mexer com as cotações da commodity, que vêm apresentando forte volatilidade em meio às notícias sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e as condições de transporte de petróleo no Oriente Médio.
Ontem, o Brent para novembro caiu 1,09%, a US$ 99,25 por barril, enquanto o WTI para outubro recuou 1,24%, a US$ 94,59.
No Brasil, o indicador mais diretamente ligado aos mercados financeiros será divulgado pelo Banco Central às 14h30. A autoridade monetária apresenta os dados do fluxo cambial até 18 de setembro.
Na semana anterior, o saldo havia sido positivo em US$ 706 milhões. O número será acompanhado em um momento de atenção ao comportamento do investidor estrangeiro e à dinâmica do dólar. O dólar à vista terminou o último pregão em baixa de 0,11%, a R$ 5,103, depois de oscilar entre R$ 5,097 e R$ 5,136.
Enquanto oIbovespa fechou a terça-feira em alta de 0,44%, aos 187.422,92 pontos, depois de cair no início do pregão e recuperar terreno ao longo do dia. O índice foi influenciado pela ata do Copom, pela queda do petróleo e pelas repercussões do discurso de Lula na ONU.
Além dos indicadores, os investidores seguem acompanhando o cenário político e eleitoral, enquanto a AtlasIntel divulga nova pesquisa sobre a sucessão presidencial e a Quaest traz os dados das disputas para governos e Senado em São Paulo, Pernambuco, Tocantins, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal.