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InvestMercados
24/07/2026
4 min

PMIs globais, Galípolo, balanços e petróleo: o move os mercados

PMIs globais, Galípolo, balanços e petróleo: o move os mercados

Os investidores iniciam esta sexta-feira, 24, atentos a uma agenda carregada de indicadores de atividade econômica no exterior, discursos de autoridades e balanços corporativos, em um momento em que o mercado tenta calibrar as expectativas para os juros globais em meio ao aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Após o petróleo romper a barreira dos US$ 100 por barril e elevar a aversão ao risco nos mercados na véspera, os dados de atividade dos Estados Unidos e da Europa ganham ainda mais relevância por ajudarem a medir os impactos do cenário sobre a economia e, principalmente, sobre os próximos passos dos principais bancos centrais.

O que acompanhar

No Brasil, o principal compromisso do dia é a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na Expert XP. Investidores estarão atentos a qualquer sinal sobre a condução da política monetária doméstica e sobre a avaliação da autoridade monetária para a inflação e a atividade econômica.

Também entra no radar a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial, que pode repercutir entre os agentes financeiros.

No exterior, as atenções começam cedo, com a divulgação das prévias dos índices de gerentes de compras (PMIs) da França, Alemanha, Reino Unido e da zona do euro referentes a julho. Os indicadores são acompanhados de perto por investidores por oferecerem um retrato da atividade econômica e ajudarem a calibrar as expectativas para o crescimento da região.

Na zona do euro, o PMI industrial tem projeção de alta para 51,5 pontos, ante 51,4 em junho. O PMI composto deve subir de 50,0 para 50,3 pontos, enquanto o PMI de serviços é esperado em 49,8 pontos, acima dos 49,4 registrados no mês anterior.

Nos Estados Unidos, a agenda também concentra indicadores importantes para avaliar o ritmo da maior economia do mundo. Às 9h30 (horário de Brasília), serão divulgadas as licenças para construção referentes a junho. O mercado espera uma queda de 3,0% no número de autorizações, para 1,367 milhão de unidades, após recuo de 0,9% em maio.

Na sequência, às 10h45, a S&P Global publica as prévias dos PMIs americanos de julho. A expectativa é de leve melhora na atividade, com o PMI industrial projetado em 54,4 pontos, acima dos 53,9 registrados em junho. O PMI de serviços deve passar de 51,2 para 51,3 pontos, enquanto o PMI composto é esperado em 52,0 pontos.

Fechando a agenda econômica americana, o Census Bureau divulga, às 11h, as vendas de moradias novas de junho. A expectativa é de recuperação para 609 mil unidades, após o indicador registrar 580 mil imóveis vendidos em maio, quando houve queda de 7,3% na comparação mensal.

No cenário internacional, também estará no radar a decisão de política monetária do Banco da Rússia, após a autoridade monetária reduzir a taxa básica para 14,25% na reunião anterior.

No calendário corporativo, investidores acompanham os balanços da Exxon Mobil e da Volkswagen, que podem influenciar o desempenho dos setores de energia e automotivo nos mercados globais.

Como foi o último pregão

O Ibovespa encerrou a quinta-feira, 23, em queda de 0,46%, aos 176.723 pontos, pressionado principalmente pelas ações dos grandes bancos, enquanto Petrobras e Vale limitaram as perdas diante da forte valorização do petróleo. O dólar interrompeu uma sequência de três sessões de queda e avançou 0,65%, encerrando cotado a R$ 5,084.

O mercado reagiu ao agravamento das tensões no Oriente Médio, que levou os contratos do Brent a fecharem acima de US$ 100 por barril pela primeira vez em meses. O Brent para setembro avançou 7,04%, para US$ 100,69, enquanto o WTI subiu 6,17%, para US$ 92,19.

Em Wall Street, o cenário também foi negativo. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam em queda, pressionados tanto pela disparada do petróleo quanto pela repercussão dos balanços de gigantes de tecnologia. A Alphabet recuou mais de 7% após elevar sua previsão de investimentos em inteligência artificial, enquanto a Tesla despencou mais de 14% depois de divulgar resultados trimestrais abaixo das expectativas do mercado.

AutorClara Assunção
FonteExame
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