Polícia da Coreia do Sul pede indiciamento do criador do BTS por suposta fraude
Bang Si-hyuk teria recebido US$ 147 milhões em acordo ligado à abertura de capital da empresa de entretenimento Hybe

A polícia da Coreia do Sul pediu nesta quinta-feira, 3, o indiciamento de Bang Si-hyuk, fundador e presidente da Hybe, agência responsável pelo grupo de K-pop BTS, por uma suposta fraude contra investidores.
Segundo informações da Associated Press, a Agência de Polícia Metropolitana de Seul encaminhou o caso ao Ministério Público do Distrito Sul de Seul e solicitou que o empresário seja formalmente acusado de violar a Lei do Mercado de Capitais do país.
Bang, um dos principais empresários da indústria musical sul-coreana, é investigado sob a suspeita de ter enganado investidores em 2019, antes da oferta pública inicial de ações (IPO) da Hybe.
De acordo com a investigação, ele teria indicado que a empresa não pretendia abrir seu capital naquele momento. A informação levou investidores a vender suas ações para um fundo de private equity pouco antes de a companhia avançar com o processo de entrada na Bolsa.
Bang Si-hyuk teria recebido US$ 147 milhões
A polícia afirmou anteriormente que o fundo pode ter pagado cerca de 200 bilhões de wones, o equivalente a US$ 147 milhões, a Bang Si-hyuk.
O pagamento teria sido feito por meio de um acordo paralelo que garantia ao empresário 30% do lucro obtido com a venda das ações após o IPO.
A imprensa sul-coreana informou que outras quatro pessoas, entre executivos da Hybe e representantes do fundo de investimentos, também foram encaminhadas ao Ministério Público nesta quinta-feira. A polícia pediu que elas sejam formalmente acusadas.
Bang Si-hyuk: executivo é conhecido por criar os grupos de K-pop BTS e Tomorrow X Together (TXT) (Reprodução/Instagram/@hitmanb72)
O que diz o fundador da Hybe?
Bang Si-hyuk nega qualquer irregularidade. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, sua equipe jurídica afirmou que tem respondido às acusações com provas e informações objetivas.
“Temos respondido de forma consistente às acusações com evidências objetivas e fatos. Esperamos que as alegações sejam esclarecidas de forma completa e transparente por meio do processo judicial”, declarou a defesa, segundo a AP.
A polícia já havia solicitado a prisão de Bang duas vezes, em abril e maio. Os pedidos foram rejeitados pelos promotores, que consideraram insuficientes os fundamentos apresentados e solicitaram novas investigações.
Agora, o Ministério Público poderá decidir se apresenta uma acusação formal contra o empresário ou se devolve o caso à polícia para que sejam realizadas outras diligências.
O avanço da investigação ocorre após o retorno do BTS aos palcos e o início de uma turnê mundial neste ano. O grupo passou quase quatro anos em hiato musical devido ao serviço militar obrigatório cumprido pelos integrantes na Coreia do Sul.
