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InvestMercados
30/09/2026
5 min

Política fiscal no Brasil e inflação e emprego nos EUA: o que move os mercados

O mercado também acompanha a divulgação de novas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, por Meio/Ideia, Futura e Indexa

Política fiscal no Brasil e inflação e emprego nos EUA: o que move os mercados

Os mercados entram na quarta-feira, 30, com os investidores de olho principalmente nos dados de inflação e atividade dos Estados Unidos, que podem ajudar a calibrar as expectativas para os próximos passos do Federal Reserve (Fed).

No Brasil, a agenda também traz indicadores de atividade e contas públicas, enquanto o mercado acompanha novas pesquisas eleitorais e decisões que podem afetar empresas listadas a cinco dias do 1° turno das eleições.

No pregão anterior, o Ibovespa interrompeu uma sequência de quatro sessões de baixa e fechou em alta de 0,46%, aos 183.827 pontos. Os bancos e a Petrobras ajudaram na recuperação do índice. No câmbio, o dólar caiu 0,16%, a R$ 5,21, mas permaneceu acima dos R$ 5,20.

No exterior, as bolsas americanas fecharam em queda moderada, enquanto os rendimentos dos Treasuries continuaram em alta, movimento que sinaliza maior cautela dos investidores com a trajetória dos juros nos EUA.

O que acompanhar no exterior

O principal foco da agenda internacional está nos Estados Unidos. Às 9h15, sai o relatório da ADP sobre a criação de empregos no setor privado em setembro. Em agosto, foram criadas 38 mil vagas.

Os números do mercado de trabalho são acompanhados de perto pelos investidores por seus efeitos sobre as expectativas para a política monetária americana. O dado da ADP vem acompanhado, às 9h30, pelos números de renda pessoal e gastos com consumo de agosto.

No mesmo horário, será divulgado o índice de preços dos gastos com consumo, o PCE, referência de inflação acompanhada pelo Banco Central americano. Em julho, o índice havia avançado 0,2% na comparação mensal e acumulava alta de 3,7% em 12 meses.

Também será conhecido o núcleo do PCE, que exclui itens mais voláteis. Em julho, a alta havia sido de 0,2% no mês e de 3,3% em 12 meses. Os dados de inflação e renda e consumo podem ajudar os investidores a avaliar o cenário para os juros americanos.

Ainda nos Estados Unidos, às 10h45, sai o PMI de Chicago de setembro. O indicador estava em 47,1 pontos em agosto.

Às 11h30, o Departamento de Energia divulga os estoques de petróleo bruto na semana encerrada em 25 de setembro. Na semana anterior, os estoques haviam aumentado em 2,969 milhões de barris. O dado pode repercutir sobre os preços do petróleo, que já vinham pressionando os mercados na sessão anterior.

No fim do dia, dois dirigentes do Federal Reserve têm discursos previstos. Às 14h30, fala Thomas Barkin, presidente do Fed de Richmond. Às 18h10, será a vez de Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago. As declarações entram no radar dos investidores em busca de sinais sobre a condução da política monetária americana.

Na Europa, os investidores acompanham uma série de dados de inflação. Às 3h45, a França divulga a leitura preliminar do CPI de setembro. Em agosto, o índice havia subido 0,7% na comparação mensal e 2,6% em 12 meses.

Às 6h, é a vez da Itália, que tinha registrado alta de 0,5% no mês e de 3,3% em 12 meses em agosto.

Na Alemanha, a inflação preliminar de setembro sai às 9h. Em agosto, o CPI havia avançado 0,2% na comparação mensal e 2,9% em 12 meses. Antes disso, às 3h, o país divulga os dados de vendas no varejo de agosto. Em julho, as vendas haviam caído 3,4% na comparação mensal e 2,5% na comparação anual.

No Reino Unido, também às 3h, será divulgada a leitura final do PIB do segundo trimestre. No primeiro trimestre, a economia havia crescido 0,6% na comparação trimestral e 0,9% na anual.

Na Ásia, o Japão divulga às 21h30 o PMI industrial de setembro, em sua leitura final. Em agosto, o indicador havia marcado 54,9 pontos.

Brasil tem dados de inflação, atividade e contas públicas

No Brasil, a agenda começa às 8h com a divulgação do Indicador de Incerteza da Economia Brasil (IIE-Br), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em agosto, o índice estava em 111,7 pontos.

Às 8h30, o mercado acompanha a divulgação do resultado primário consolidado. Em julho, o resultado havia sido de superávit de R$ 1,361 bilhão. O dado de agosto será observado em meio ao acompanhamento das contas públicas e da trajetória fiscal brasileira.

Às 9h, o IBGE divulga o Índice de Preços ao Produtor das indústrias extrativas e de transformação referente a agosto. O indicador ajuda a acompanhar a evolução dos preços na porta de fábrica e pode trazer informações sobre as pressões de custos na economia.

A agenda brasileira ainda inclui, às 21h30, os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre vendas de derivados de petróleo e biocombustíveis referentes a agosto.

Além dos indicadores econômicos, a agenda doméstica traz eventos que podem movimentar ativos brasileiros. O Supremo Tribunal Federal julga a constitucionalidade de um dispositivo que impede a distribuição de bonificações aos acionistas e a participação nos lucros de integrantes da alta administração quando a empresa estiver em débito com a União ou com o INSS.

O mercado também acompanha a divulgação denovas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, por Meio/Ideia, Futura e Indexa. Também estão previstas pesquisas para o governo e o Senado na Bahia, pela AtlasIntel, e no Rio de Janeiro, pela Real Time Big Data.

AutorClara Assunção
FonteExame
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