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20/08/2026
3 min

Por que Minerva (BEEF3) e SLC Agrícola (SLCE3) decolam na Bolsa nesta quinta-feira (20)?

As ações da Minerva Foods (BEEF3) e da SLC Agrícola (SLCE3) figuram entre os destaques positivos do agronegócio na Bolsa nesta quinta-feira (20), em um movimento que acompanha a valorização do índice setorial. Por volta das 16h, os papéis da Minerva avançavam cerca de 8,70%, enquanto os de SLC Agrícola subiam perto de 5,30%. O […]

Por que Minerva (BEEF3) e SLC Agrícola (SLCE3) decolam na Bolsa nesta quinta-feira (20)?

As ações da Minerva Foods (BEEF3) e da SLC Agrícola (SLCE3) figuram entre os destaques positivos do agronegócio na Bolsa nesta quinta-feira (20), em um movimento que acompanha a valorização do índice setorial.

Por volta das 16h, os papéis da Minerva avançavam cerca de 8,70%, enquanto os de SLC Agrícola subiam perto de 5,30%.

O que explica a alta da SLC?

No caso da SLC Agrícola, a valorização dos grãos na Bolsa de Chicago (CBOT) aparece como um dos principais gatilhos para o movimento.

Em uma semana, do dia 13 de agosto até hoje (15h18 de Brasília), os preços da soja (vencimento novembro/2026) e milho (vencimento dezembro/2026) na bolsa de Chicago (CBOT) avançam 4,57% e 6,36%, respectivamente.

Segundo Rodrigo Brolo, sócio e analista da AAX Investimentos, que falou com o Broadcast, a alta das commodities agrícolas pode estar atraindo fluxo para as ações da companhia, uma das maiores produtoras de soja, milho e algodão do país.



Outro fator no radar é a revisão das estimativas do UBS BB, que elevou o preço-alvo para SLCE3 de R$ 13,80 para R$ 16, embora tenha mantido recomendação de venda para os papéis.

Na avaliação do banco, o mercado já teria incorporado aos preços o risco de queda da produtividade provocado pelo El Niño.

Minerva recupera perdas

Já as ações da Minerva chegaram a disparar, ampliando a recuperação dos últimos pregões após terem se aproximado da mínima em 52 semanas.

O movimento ocorre em meio a uma reavaliação, pelos investidores, dos resultados recentes da companhia e do valuation descontado dos papéis.

A recuperação ganha força depois da forte onda de vendas registrada em 13 de agosto, quando BEEF3 recuou cerca de 7,6% após a divulgação dos números do segundo trimestre de 2026 (2T26).

O balanço levantou preocupações principalmente em relação à geração de caixa da Minerva e ao risco de esgotamento da cota brasileira para exportações de carne bovina à China.



Desde 2026, o país asiático passou a limitar as compras de seus principais fornecedores e estabeleceu uma cota de aproximadamente 1,106 milhão de toneladas para o Brasil neste ano; volumes acima do limite ficam sujeitos a uma tarifa adicional de 55%.

A reação desta quinta também dá continuidade ao movimento da véspera. Na quarta-feira (19), BEEF3 já havia avançado 6,27%, a R$ 3,56, figurando entre as maiores altas do Ibovespa.

Apesar do impulso dos últimos pregões, o papel ainda acumula queda superior a 30% em 2026, o pior desempenho entre as principais ações do setor do agronegócio.

AutorPasquale Augusto
FonteMoney Times
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