Por que o BTG Pactual (BPAC11) está investindo US$ 85 milhões nessa fintech colombiana?

Não é só o Brasil que vive a explosão das fintechs. A vizinha Colômbiatambém vê os bancos digitais ganharem fôlego — e o BTG (BPAC11) percebeu esse movimento. O banco, por meio de sua área de capital privado, anunciou um investimento de US$ 85 milhões na fintech Addi.
Para Gabriela Lima, diretora de capital privado do BTG, a Colômbia vive um ciclo de transformação no acesso ao crédito e aos serviços financeiros semelhante ao que o Brasil experimentou anos atrás. A Addi foi reconhecida pela Fast Company como uma das três fintechs mais inovadoras do mundo.
“A Addi está estabelecendo um novo padrão nesse mercado, redefinindo a experiência de crédito para consumidores e lojistas por meio de inteligência artificial aplicada em escala”, afirma.
Já Santiago Suárez, CEO e cofundador da Addi, destaca que a fintech tem a inteligência artificial em seu DNA e já atende milhões de colombianos e dezenas de milhares de comerciantes.
“Embora já sejamos lucrativos há dois anos, decidimos levantar esta rodada para acelerar nossa trajetória de crescimento e trazer parceiros de classe mundial para a mesa”, disse.
Como parte do investimento, a Addi e o BTG Pactual criaram uma agenda de cooperação para desenvolver iniciativas estratégicas no mercado colombiano.
Addi: este não é o primeiro aporte
Ainda em 2026, a Addi concluiu uma captação de US$ 150 milhões por meio de uma linha de crédito estruturado liderada pelo J.P. Morgan.
Além disso, a fintech recebeu autorização da Superintendência Financeira da Colômbia para operar como uma instituição regulada, o que deu ainda mais fôlego à companhia para captar depósitos.
Os recursos serão destinados a acelerar o crescimento da plataforma de crédito, incluindo o fortalecimento da infraestrutura tecnológica e a ampliação do portfólio de produtos financeiros voltados a consumidores e comerciantes na Colômbia.
