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Sacre Investimentos
SelectACS
25/06/2026
5 min

Por que os FIDCs têm roubado a cena? Veja o que está por trás da alta rentabilidade da classe e se vale a pena investir

Por que os FIDCs têm roubado a cena? Veja o que está por trás da alta rentabilidade da classe e se vale a pena investir

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) seguem em destaque na indústria de fundos. Dados da Anbima mostram que, em maio de 2026, a categoria registrou captação líquida de R$ 2,5 bilhões, alcançando o segundo melhor resultado do mercado no período, atrás apenas dos ETFs.

O bom desempenho já havia sido observado no mês anterior. Em abril, enquanto a indústria de fundos acumulou resgates líquidos de R$ 18,1 bilhões, os FIDCs destoaram da tendência e lideraram as captações líquidas, com R$ 4,5 bilhões.

No acumulado de 2026, o número também impressiona: os FIDCs registraram entrada líquida de R$ 21,5 bilhões, até o fechamento de maio.

Por que os investidores estão procurando os FIDCs?

De acordo com a analista Lais Costa, da Empiricus, o principal motivo para o sucesso dos FIDCs são as taxas de juros elevadas e a capacidade desses ativos de pagar spreads — rendimentos acima do CDI — elevados.

Com a Selic no patamar atual, as empresas evitam pagar altos spreads nas debêntures e em outros títulos de créditos tradicionais, o que reduz o potencial de retorno desses fundos. Por outro lado, os FIDCs conseguem acessar operações de crédito mais rentáveis, oferecendo retornos mais atrativos que a média.

O FIDC vai dar um ‘CDI +’ muito maior do que um fundo tradicional de debênture. Tem uma compressão de spread no crédito normal e o FIDC entra como um produto estruturado que vai pagar CDI + 4%”, afirma Lais Costa.

Em alguns casos, destaca a analista, os FIDCs voltados para investidores profissionais e com liquidez apenas no vencimento podem pagar taxas de até CDI + 9%, consideradas muito acima do mercado.

“Chega em um nível que estamos falando de mais de 20% ao ano. Números exorbitantes, fica muito difícil lutar contra um ‘caminhão’ desse”, avalia.

Por que os FIDCs conseguem pagar taxas acima da média?

A analista explica que os retornos elevados dos FIDCs estão associados ao tipo de crédito presente no fundo. “Normalmente, são operações de prazos mais curtos, operações semanais, mensais. Não se consegue pagar essa taxa absurda no longuíssimo prazo”.

Além disso, o perfil das empresas presentes em um FIDC é diferente das encontradas em outros fundos de crédito. Em geral, são companhias menores e não listadas na bolsa de valores.

“São empresas que não têm acesso ao mercado de capitais, mas que precisam de um capital de giro de curto prazo”, explica Lais Costa.

Por outro lado, um fundo de crédito tradicional, geralmente, lida com empresas mais tradicionais, de capital aberto e níveis de garantias diferentes.

“Basicamente, a diferença está no emissor do crédito. De um lado [fundos de crédito tradicionais], estão empresas maiores. Nos FIDCs, estão empresas menores e, por isso, uma taxa muito mais longa de um lado e muito mais curta do outro”, afirma a analista.

Até por isso, é importante que o investidor, ao alocar recursos em FIDCs, tenha um nível de diligência maior e opte por gestoras consolidadas e tradicionais.

“Tem que entender quais são os alinhamentos de interesses de quem faz essa emissão de crédito, que são as consultorias que estão por trás dos FIDCs”, aponta Lais Costa.

Ainda assim, ela vê uma relação entre risco e retorno atrativo na classe de ativos. “É uma forma de diversificação, você consegue entrar em setores que o mercado de capital não entra, consegue coisas menos cíclicas”, destaca.

Outro ponto que reduz o risco, na visão da analista, é o fato de que as empresas menores têm mais ajudas do governo. “Não necessariamente o risco é mais alto, justamente porque tem outras garantias que as grandes empresas não têm por não ser de interesse de políticas públicas”.

“Não significa que os FIDCs têm mais risco, mas que de fato é necessário um nível de diligência mais granular [ao investir]”, conclui.

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Ao colocar todos os pontos da analista na ponta do lápis, é possível entender o sucesso por trás dos FIDCs. São ativos que:

  • Se beneficiam da Selic em alta;
  • Pagam spreads maiores em relação aos fundos de crédito tradicionais;
  • Permitem acessar empresas que estão fora do mercado de capitais;
  • Tem um risco e retorno atrativo;
  • São uma boa alternativa para diversificar o portfólio.

Sendo assim, como encontrar boas opções de FIDCs para investir?

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As informações contidas nesta apresentação não podem ser consideradas como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de tomar qualquer decisão, deverá realizar uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos, face aos seus objetivos pessoais e ao seu perfil de risco ("Suitability"). RENTABILIDADE PASSADA NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. O BTG Pactual não assume que os investidores vão obter lucros, nem se responsabiliza pelas perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR

AutorJuan Rey
FonteSeu Dinheiro
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