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Sacre Investimentos
PolíticaMPOL
25/10/2026
3 min

Por que uma eleição apertada manteria investidores em alerta, seja qual for o resultado, segundo o Goldman Sachs?

Economistas do banco afirmam que o tamanho da diferença entre os candidatos e a aceitação do resultado podem influenciar a percepção sobre a estabilidade política; depois da eleição, investidores acompanharão a formação do governo e os sinais sobre políticas públicas e reformas

Por que uma eleição apertada manteria investidores em alerta, seja qual for o resultado, segundo o Goldman Sachs?

A diferença de votos entre o presidente eleito e o segundo colocado será um dos principais indicadores para os investidores após a divulgação do resultado do segundo turno, prevista para a noite deste domingo (25), segundo economistas do Goldman Sachs.

Para o banco, uma margem estreita poderia alimentar dúvidas sobre a legitimidade do resultado e indicar dificuldades para governar, enquanto uma vitória mais ampla seria interpretada como um mandato claro.

“Uma diferença inferior a 1 ponto porcentual em relação ao segundo colocado poderia aumentar o risco de contestação do resultado eleitoral, sobretudo em um ambiente altamente polarizado, e poderia ser interpretada como um mandato frágil para governar”, escreveram os economistas em relatório a clientes. “Uma margem de vitória superior a 4 pontos daria ao vencedor um mandato claro.”

O banco também recomenda acompanhar a reação dos candidatos após a apuração. Na avaliação dos economistas, os discursos de reconhecimento da derrota e de comemoração da vitória poderão indicar se a polarização permanecerá e se a transição institucional ocorrerá sem sobressaltos.

Abstenção e mobilização dos eleitores

Com a disputa apertada no segundo turno, a abstenção também entrou na análise do Goldman Sachs. Uma taxa elevada de eleitores ausentes poderia favorecer, em tese, o senador Flávio Bolsonaro, segundo o relatório.

Os economistas ponderam, porém, que o comportamento neste pleito pode fugir ao padrão histórico. Embora a abstenção costume crescer do primeiro para o segundo turno, a taxa já ficou acima da registrada em eleições anteriores no primeiro turno deste ano.

“A disputa é acirrada e altamente polarizada, e ambos os candidatos intensificaram os esforços para mobilizar os eleitores que não comparecem às urnas”, afirmaram.

Mercado acompanhará composição do governo e agenda econômica

Encerrada a eleição, a atenção dos investidores deve se voltar à composição ministerial do governo eleito e às sinalizações sobre políticas públicas e reformas. O Goldman Sachs avalia que os mercados podem reagir positivamente a sinais de pacificação social e estabilidade política, além de medidas capazes de estimular os investimentos e o crescimento econômico.

No relatório, os economistas relacionaram essa agenda ao desempenho recente da economia. Segundo os dados citados pelo banco, o crescimento real do PIB per capita teve média de 0,15% entre o terceiro trimestre de 2011 e o segundo trimestre de 2026. Já os gastos reais com investimentos estavam, no segundo trimestre de 2026, 8,3% abaixo do pico registrado no segundo trimestre de 2013.

“Diante desse quadro, uma mudança no regime de políticas econômicas é urgente”, concluíram os analistas do Goldman Sachs.

AutorEstadão Conteúdo
FonteSeu Dinheiro
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