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EsporteBDR
30/10/2026
7 min

Por trás de um café na Faria Lima, American Express acelera sua aposta no mercado bilionário da F1

Com café aberto ao público e ativações em Interlagos, empresa usa patrocínio para associar cartões a experiências de esporte, música e gastronomia

Por trás de um café na Faria Lima, American Express acelera sua aposta no mercado bilionário da F1

Na cidade onde tantos encontros começam com um “vamos tomar um café?”, a American Express encontrou uma maneira de puxar assunto sobre Fórmula 1 e conquistar consumidores antes da largada em Interlagos.

Para o Grande Prêmio de São Paulo, a companhia abriu um café na Faria Lima, parte de um plano para transformar a paixão pelo esporte em conexão com seus cartões. A novidade  conta com acesso ao público e benefícios para clientes, antes das ativações previstas no autódromo entre os dias 6 e 8 de novembro.

A iniciativa traduz uma estratégia que combina exposição de marca, acesso a eventos e serviços associados ao uso dos cartões. Como parceira oficial de pagamentos da categoria, a Amex busca transformar o calendário esportivo em oportunidades de contato com seus clientes — da pré-venda de ingressos à experiência na cidade e nas arquibancadas.

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Rodrigo Bochicchio, vice-presidente de Produtos e Marketing Regional para a América Latina e o Caribe da American Express Brasil.

“Esse patrocínio global vai muito além de simplesmente expor a nossa marca. É sobre conectar a marca com a paixão do consumidor, com a paixão do nosso portador”, afirmou Rodrigo Bochicchio, vice-presidente de Produtos e Marketing Regional para a América Latina e o Caribe da American Express Brasil, à EXAME.

Segundo o executivo, a escolha das experiências parte de análises sobre os interesses e os hábitos dos clientes. Nesses levantamentos, a companhia encontrou oportunidade de ampliar a conexão com os clientes e seu alcance no universo do esporte. Além das competições ao redor do mundo, a American Express também passou a apostar em outros segmentos como o entretenimento, gastronomia e viagens para estruturar sua proposta de benefícios.

“A Amex busca cada vez mais entender o que o nosso portador valoriza, o que ele quer e o que nos diferencia. Por meio dessa diferenciação, buscamos criar uma conexão maior da marca com os portadores e, principalmente, gerar experiências”, disse.

O papel da F1 na estratégia da Amex

A parceria com a Fórmula 1 começou nas Américas em 2023 e foi ampliada globalmente em 2024, em um acordo plurianual. O contrato permite à empresa oferecer pré-vendas de ingressos, benefícios e experiências em etapas selecionadas do campeonato.

Para a Amex, o interesse das novas gerações pela categoria se conecta à busca por consumidores que valorizam acesso a eventos e atividades presenciais. Segundo Bochicchio, o investimento da empresa acompanha a afinidade da F1 com os públicos das gerações Z e dos millennials.

“A Fórmula 1 tem essa conexão com música, esporte e entretenimento. Está cada vez mais presente nas novas gerações e conectada com os nossos consumidores”, afirmou.

A Fórmula 1 alcançou uma base estimada de 831 milhões de fãs no mundo, com o avanço impulsionado pelo público de 16 a 29 anos, da Geração Z. Segundo o relatório global de alcance de fãs da Nielsen, a categoria lidera o crescimento anual entre as propriedades esportivas analisadas, à frente da Premier League, o campeonato inglês de futebol, e da NBA, a liga de basquete dos Estados Unidos.

Os dados também colocam a F1 como o maior evento esportivo anual do mundo. A expansão da base de fãs se reflete nas transmissões pela televisão e por plataformas de streaming.

Controlada pela Liberty Media, a categoria registrou audiência ao vivo de 21,9 milhões nas corridas no ano passado, em um calendário de 24 etapas. O número representa uma alta de 22% em relação à temporada de 2024.

Nesse cenário, o propósito da American Express é usar essa afinidade para reforçar o valor percebido dos cartões. Nesse modelo, os benefícios ligados ao esporte passam a fazer parte da relação com o cliente, em conjunto com as funções de pagamento.

“Essas experiências diferenciadas reforçam o valor da nossa marca e a conexão que temos com os nossos consumidores”, disse Bochicchio.

A tática da Amex considera a força comercial por trás da F1. De acordo com dados recentes da Liberty Media, a competição teve receita de US$ 764 milhões no 2º trimestre. Enquanto no 1º semestre, a F1 bateu receita de US$ 711 milhões.

Em relação a patrocínios, a Fórmula 1 deve ultrapassar a marca de US$ 3 bilhões ao longo do ano, informou uma pesquisa da Ampere Analysis. O desempenho é impulsionado pela entrada de novas montadoras e acordos comerciais com companhias de tecnologia — contratos com empresas de Inteligência Artificial como Anthropic, Meta e Groq devem movimentar juntas mais de US$ 565 milhões na categoria.

Da Faria Lima ao Autódromo

American Express: The Coffee Stop, na Avenida Faria Lima, reunindo cafés especiais, uma seleção musical de DJs e elementos inspirados na Fórmula 1. (American Express/Divulgação)

Instalado no Prédio da Baleia, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, o The Coffee Stop foi desenvolvido com a Bean Coffee. A proposta segue o conceito de listening coffee, espaço que combina o consumo de café com uma curadoria musical.

A operação reúne cafés especiais, opções de comida, uma bebida criada por um barista para a ação e decoração inspirada na Fórmula 1. A programação também prevê DJs convidados.

A programação amplia o período de presença da empresa em torno doGrande Prêmio de São Paulo. O café funciona de 27 de outubro a 8 de novembro, enquanto as atividades em Interlagos se concentram no fim de semana da corrida.

Segundo Bochicchio, a iniciativa representa a primeira experiência fora das pistas nesse formato apresentada pela empresa. A escolha do café busca aproximar a parceria esportiva de hábitos da cidade.

“O café tem uma associação com a cultura local, com a cultura de São Paulo. Esse ambiente que criamos busca conectar a marca com os nossos clientes de um jeito novo”, afirmou.

O espaço funciona das 9h às 18h e recebe também quem não tem cartão da companhia. Para titulares de cartões American Express elegíveis, há fila prioritária e um segundo café de cortesia na compra de uma bebida, conforme os termos e as condições da ação.

A abertura ao público amplia o alcance da iniciativa, enquanto os benefícios reservados aos clientes permitem apresentar, no mesmo ambiente, a diferenciação que a empresa procura associar aos seus produtos.

“O café estende as nossas ativações para além do fim de semana da corrida. Essa conexão com o que acontece fora das pistas é muito importante”, disse o executivo.

Ativações e formação de pilotos

The Coffee Stop: ativação da American Express para a F1, instalada no Prédio da Baleia, na Avenida Brigadeiro Faria Lima. (American Express/Divulgação)

Em Interlagos, a estratégia terá formatos distintos conforme o espaço e o público. Na Fanzone, área de atividades para os fãs, a empresa terá uma estrutura em formato de cubo que remete à identidade visual da marca, chamada de blue box. O local contará com interação e espaço para fotos.

No VIP Village, área de hospitalidade, a programação inclui uma réplica em tamanho gigante do capacete da piloto americana Ava Dobson e distribuição de brindes. O capacete e o macacão da atleta têm a identidade da American Express, como parte da parceria com a F1 Academy, categoria feminina de formação de pilotos.

A presença da piloto nas ativações permite à empresa conectar o patrocínio à principal categoria do automobilismo com sua atuação na formação de atletas. Durante a apresentação, Bochicchio também anunciou um espaço para fotos na área de arquibancadas.

“Em todos os espaços em que temos presença na Fórmula 1, buscamos aproximar a marca e fazer o consumidor viver uma experiência”, afirmou.

As ações em São Paulo integram a estratégia da companhia de combinar suas parcerias globais com iniciativas relacionadas aos interesses de cada mercado. No caso do GP, a programação reúne o acesso à corrida, a presença no autódromo e uma operação aberta ao público em um dos centros de negócios da cidade.

“A Fórmula 1 é um exemplo, mas não para por aqui. Buscamos gerar esse tipo de experiência nos ativos que temos como marca, dentro do esporte, do entretenimento, da gastronomia e das viagens”, disse Bochicchio.

AutorMateus Omena
FonteExame
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