Prêmio do príncipe William, Earthshot Prize lança hub climático no Brasil
Iniciativa em parceria com o Cubo Itaú foi anunciada durante a SP Climate Week e vai contar com um espaço físico para conectar soluções vencedoras da premiação a empresas e investidores

Conectar vencedores e finalistas do Earthshot Prize a empresas e investidores brasileiros: essa é a missão do novo hub lançado pelo prêmio ambiental criado pelo príncipe William durante a SP Climate Week, em parceria com o Cubo Itaú, um dos maiores ecossistemas de inovação da América Latina.
Com a iniciativa, o Cubo também passa a integrar a rede global de parceiros da premiação e ganhará um espaço físico dedicado dentro de sua sede, em São Paulo.
Hoje, um dos maiores desafios desses projetos é justamente ganhar escala local, o que passa por financiamento e acesso à tecnologia.
Felipe Villela, diretor para a América Latina do The Earthshot Prize, destaca que é essa lacuna que o hub quer preencher, ao acelerar soluções que já comprovaram resultados positivos mundo afora e mobilizar capital por meio do Earth Fund, em parceria com a 500 Global. A expectativa é fechar os primeiros negócios milionários ainda este ano.
"Vai ser bem dinâmico e empolgante. Como se fosse um lar do Earthshot no Brasil", afirmou o executivo, à EXAME.
A parceria prevê a curadoria de conexões entre empresas do Cubo Itaú e e as soluções do Earthshot para responder a desafios corporativos reais, além de acesso ao ecossistema de inovação do Cubo e incentivo para que startups brasileiras concorram às próximas edições do conhecido como "Oscar Ambiental".
Villela afirma que a estratégia passa, num primeiro momento, pela rede do Cubo Itaú, mas que a intenção é futuramente também se conectar outras como a própria rede da C.A.S.E. (Climate Action Solutions & Engagement),iniciativa que nasceu na SP Climate Week de 2025 e é encabeçada por gigantes do setor privado: Bradesco, Itaúsa, Itaú Unibanco, Natura, Nestlé e Vale.
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Fundado em 2020, o Earthshot Prize destina £5 milhões (cerca de R$ 36,5 milhões) por ano a cinco soluções ambientais, uma para cada uma das categorias.
Em novembro de 2025, a cerimônia de premiação teve, pela primeira vez, sede na América Latina e marcou a chegada ao Brasil, no icônico Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
Dias antes da COP30 em Belém, a vencedora brasileira foi a re.green, startup de restauração florestal, na categoria "Proteger e recuperar a natureza", ao lado do Fundo Florestas Tropicais Pra Sempre (TFFF), iniciativa do governo brasileiro capitaneada pela ministra Marina Silva, e outros 13 finalistas globais.
A edição de 2026 do prêmio será sediada em Mumbai, na Índia.