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Sacre Investimentos
EmpresasACS
28/09/2026
2 min

Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa

Em meio a críticas em relação às indicações de conselheiros e do próprio CEO, a companhia também mira a reforma do Estatuto Social

Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa

O presidente do conselho de administração da Tupy (TUPY3), Jaime Luiz Kalsing, irá deixar o cargo por motivos de foro íntimo. Para o seu lugar, foi indicado Gueitiro Matsuo Genso, atual diretor vice-presidente de estratégia, novos negócios, inovação e M&A da companhia.

A empresa defende que Gueitiro possui vasta experiência em posições executivas e conselhos de administração. Na Tupy, foi presidente do conselho de administração entre 2019 e 2021, integrou o CEISus e, desde 2024, faz parte da diretoria estatutária, tendo exercido também as funções de diretor de relações com investidores e diretor-presidente interino.

Mas Kalsing não deixará a empresa. O conselho manifestou a intenção de nomeá-lo como membro externo do Comitê de Estratégia, Inovação e Sustentabilidade (CEISus).

Reforma do estatuto da Tupy

Em meio a críticas em relação às indicações de conselheiros e do próprio CEO, a Tupy também irá pautar uma proposta de reforma do Estatuto Social destinada a incluir critérios de elegibilidade aplicáveis aos membros do conselho de administração e da diretoria.

O antigo CEO, Rafael Lucchesi, foi eleito em março do ano passado em meio a acusações de ingerência política.

A indicação foi questionada por acionistas minoritários, que apontaram falta de experiência operacional e possível viés político, dada sua ligação com o BNDES.

Na ocasião, em entrevista à Folha de S.Paulo, Camilo Marcantonio, fundador e diretor de investimentos da Charles River Capital, acionista minoritária da Tupy, afirmou que a trajetória de Lucchesi não era típica de um executivo da indústria.

Além disso, quatro ministros do governo Lula foram indicados pelo BNDESPar para cargos no conselho da Tupy, o que também gerou críticas de investidores.

O BNDES, junto com o fundo de previdência do Banco do Brasil, controla a companhia.

AutorMoney Times
FonteSeu Dinheiro
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