Prévia do PIB e inflação e confiança nos EUA: o que move os mercados

Os mercados iniciam esta sexta-feira, 17, com uma agenda carregada de indicadores capazes de testar o humor dos investidores após um pregão marcado pela aversão ao risco.
Depois deo Ibovespa recuar mais de 1% na véspera, pressionado pelo agravamento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, pela força do dólar e pela queda de ações de peso, como Vale, Petrobras e grandes bancos, o foco agora se volta para uma sequência de dados sobre atividade econômica, inflação e confiança no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.
O que acompanhar
No Brasil, as atenções se concentram sobre dois indicadores importantes. Às 8h, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga o IGP-10 de julho, índice que mede a variação de preços entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência. Em junho, o indicador registrou queda de 0,3%, e a expectativa do mercado é de uma deflação ainda mais intensa, de 1,0%.
Na sequência, às 9h, o Banco Central publica o IBC-Br de maio, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O índice mostrou alta de 0,5% em abril e será acompanhado de perto pelos investidores em busca de sinais sobre o ritmo da atividade econômica brasileira.
No exterior, o dia começa cedo com dados da zona do euro. Às 5h, o Banco Central Europeu divulga o saldo das transações correntes.
Uma hora depois, a Eurostat publica a leitura final da inflação ao consumidor (CPI) de junho e do núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia. As projeções apontam para desaceleração tanto da inflação cheia quanto da medida subjacente, em um momento em que o mercado segue monitorando o espaço para novos movimentos de política monetária na região.
A agenda americana concentra boa parte das atenções ao longo da manhã. Às 9h30, serão conhecidos os dados de construção de moradias iniciadas, permissões para novas obras e os preços de importação e exportação de junho, indicadores que ajudam a medir tanto o nível de atividade quanto as pressões inflacionárias na maior economia do mundo.
Já às 10h15, o Federal Reserve (Fed) divulga os números da produção industrial de junho. Encerrando a agenda, às 11h, saem a leitura preliminar de julho do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan e as expectativas de inflação para um e cinco anos, indicadores frequentemente acompanhados pelo banco central americano por influenciarem as expectativas dos agentes econômicos.
No cenário político doméstico, esta sexta também marca o último dia de atividade do Congresso Nacional antes do recesso parlamentar.Aversão ao risco pesou na véspera
Na véspera, o mercado brasileiro foi dominado pelo aumento da cautela dos investidores. O Ibovespa caiu 1,24%, aos 173.825 pontos, pressionado pela confirmação da tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor em 22 de julho. O movimento atingiu especialmente empresas exportadoras e ações ligadas ao ciclo econômico, como Vale, Petrobras e os grandes bancos.
No câmbio, odólar à vista avançou 0,40%, encerrando o dia cotado a R$ 5,098. A valorização da moeda americana refletiu tanto o fortalecimento global do dólar após dados mais fortes do varejo nos Estados Unidos quanto as declarações de dirigentes do Federal Reserve defendendo juros elevados por mais tempo.
No cenário doméstico,a escalada das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos reforçou o movimento de busca por ativos considerados mais seguros.
