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04/11/2026
3 min

Prio (PRIO3), Petrobras (PETR4) e outras petroleiras têm forte queda na B3 – o que está por trás da derrocada?

As ações das petroleiras assumem a dianteira da ponta negativa do Ibovespa (IBOV) nesta segunda-feira (28), em dia de derrocada dos preços do petróleo com As ações da Brava Energia (BRAV3) caíam 8,56%, a R$ 16,12, por volta de 17h30 (horário de Brasília), sendo o papel com pior desempenho no IBOV e no setor de […]

Prio (PRIO3), Petrobras (PETR4) e outras petroleiras têm forte queda na B3 – o que está por trás da derrocada?

As ações das petroleiras assumem a dianteira da ponta negativa do Ibovespa (IBOV) nesta segunda-feira (28), em dia de derrocada dos preços do petróleo com

As ações da Brava Energia (BRAV3) caíam 8,56%, a R$ 16,12, por volta de 17h30 (horário de Brasília), sendo o papel com pior desempenho no IBOV e no setor de petroleiras.

Em seguida, Prio surge como a segunda maior queda do índice. No mesmo horário, PRIO3 recuava 8,02%, a R$ 62,50.

A junior oil é a que tem maior exposição a preços mais altos de petróleo, por ter 100% da produção em óleo e menor nível de hedge, enquanto Petrobras (PETR3;PETR4), Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) apresentam menor sensibilidade devido a refino, hedge e maior participação de gás natural.

Os papéis de Petrobras (PETR3;PETR4), considerados um dos pesos-pesados do Ibovespa, também operam entre os papéis mais negociados na B3.

Também por volta de 15h40, ações ordinárias PETR3 registravam derrocada de 7,96%, a R$ 53,22, e as preferenciais PETR4 tinham perda de 7,43%, a R$ 46,94 — sendo a ação mais negociada do mercado acionário doméstico, com mais de 147,5 mil negócios e giro financeiro de aproximadamente R$ 3,9 bilhões.

Ainda entre as petroleiras, PetroReconcavo (RECV3), negociada fora do IBOV, recuava 4%, a R$ 10,33.

Petróleo abaixo de US$ 100

A forte desvalorização das petroleiras brasileiras deve-se ao desempenho do petróleo no mercado internacional.

Considerado um dos “termômetros” do mercado para medir o apetite e aversão a risco dos investidores, o petróleo perde força diante da percepção de que a vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos diminui as chances de uma nova escalada no conflito no Oriente Médio.

Em uma longa publicação nas redes sociais, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, atribuiu a derrota dos republicanos à guerra no Oriente Médio, reforçando interpretações de analistas de que o governo pode ser obrigado a rever sua estratégia sobre o tema.

Trump também já tinha reconhecido algum impacto do conflito na eleição. “Acho que parte disso foi o Irã”, disse Trump à Fox News. “O Irã foi um fator”, afirmou ele separadamente ao WSJ.

Para a Capital Economics, é possível que Trump busque recuar, com o recente aumento da atividade diplomática oferecendo uma possível saída. “Mas também é possível que, com as preocupações eleitorais deixando de ser tão urgentes, ele decida retomar os ataques dos EUA”, avalia Neil Shearing, economista-chefe da Capital Economics.

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o contrato mais líquido do petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 8,66%, a US$ 94,62 o barril após cair 10% na sessão.



Já contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para o dezembro recuou 8,29%, a US$ 88,12 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

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AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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