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Sacre Investimentos
InvestMercadosACS
16/06/2026
3 min

Privatização da Copasa é concluída em cerimônia na B3; MG receberá R$ 8 bi

Privatização da Copasa é concluída em cerimônia na B3; MG receberá R$ 8 bi

A privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi formalizada nesta terça-feira, 16, em cerimônia realizada na B3, em São Paulo. O evento oficializou a transferência das ações aos novos acionistas e a liquidação financeira da operação junto ao governo de Minas Gerais.

Foram negociadas 171.113.881 ações da companhia pelo valor unitário de R$ 49,03. Com a operação, o estado receberá R$ 8,38 bilhões.

Definida como investidora de referência no processo, a Equatorial tornou-se a principal acionista da Copasa ao assumir 30% do capital total da empresa. A companhia comprou 114.075.921 ações, equivalente a 66,67% da oferta, em uma transação de R$ 5,59 bilhões.

Embora o modelo previsse a possibilidade de oferta de um lote adicional de até 19.035.730 ações, essa opção não foi exercida.

Antes da venda, o governo mineiro possuía 50,03% do capital social da Copasa, representado por 190.249.612 ações ordinárias. Após a conclusão da operação, sua participação foi reduzida para 5,03%, correspondente a 19.135.731 ações.

Essa participação remanescente contempla uma golden share, ação preferencial de classe especial que garante ao governo estadual poder de veto em temas específicos, entre eles mudanças na denominação da empresa e na localização de sua sede.

A Perfin, que já integrava a base acionária da companhia, elevou sua participação após adquirir 1.077.500 ações ordinárias. Com isso, sua fatia no capital da Copasa passou de 15,25% para 20,11%.

Os investidores institucionais ficaram com 10,5% do capital da empresa, em operações que totalizaram R$ 1,96 bilhão. Já os investidores de varejo passaram a concentrar 4,5% das ações, movimentando R$ 838,9 milhões.

Como foi o processo até a privatização da Copasa?

O processo de desestatização da Copasa teve aval definitivo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 17 de dezembro de 2025. A proposta foi transformada em lei após sanção do então governador Romeu Zema (Novo), em 23 de dezembro do mesmo ano.

Desde o início do mandato, Zema defendia a transferência do controle da companhia à iniciativa privada. Segundo o ex-governador, a operação permitiria ampliar investimentos e promover mudanças na estrutura da empresa.

Parlamentares contrários ao projeto argumentaram, durante a tramitação, que a privatização poderia resultar em reajustes tarifários, redução da qualidade dos serviços e corte de postos de trabalho. Atualmente, a Copasa presta serviços em 636 municípios de Minas Gerais.

A legislação aprovada estabelece que os recursos obtidos com a venda da companhia deverão ser destinados à redução da dívida de Minas Gerais com a União ou ao atendimento de compromissos vinculados ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

A norma também prevê a possibilidade de direcionar parte dos valores arrecadados para um fundo estadual voltado ao saneamento básico.

AutorMateus Omena
FonteExame
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