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InvestMercadosACS
04/08/2026
4 min

Produção industrial, Jolts e balanços de SpaceX e Itaú: o que move os mercados

Prio, Gerdau, Metalúrgica Gerdau, Raia Drogasil, Iguatemi e C&A também divulgam seus balanços nesta terça-feira, 4

Produção industrial, Jolts e balanços de SpaceX e Itaú: o que move os mercados

Depois de um pregão marcado pela pressão das commodities sobre o Ibovespa, os investidores voltam suas atenções nesta terça-feira, 4, o início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e novos dados sobre a atividade econômica brasileira e o mercado de trabalho dos Estados Unidos.

A agenda ainda traz os balanços financeiros de Itaú Unibanco, Prio e Gerdau no Brasil e da SpaceX nos Estados Unidos.

O que acompanhar

No cenário doméstico, o principal destaque é a divulgação da Produção Industrial de junho pelo IBGE, às 9h. O indicador ganha importância por oferecer uma fotografia atualizada da atividade econômica brasileira em um momento em que os investidores tentam calibrar as expectativas para os próximos passos do Banco Central.

Na leitura anterior, a produção industrial recuou 0,2% na comparação mensal e avançou 0,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Agora, o mercado espera uma queda de 0,7% na margem, mas uma alta de 3% na comparação anual.

Mais cedo, às 6h, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulga o IPC-Fipe de julho, outro dado que ajuda a medir o comportamento da inflação no país. Às 11h45, o Tesouro Nacional realiza leilões de NTN-B e LFT, acompanhados de perto pelos investidores em renda fixa por oferecerem sinais sobre a demanda por títulos públicos.

A agenda também é intensa nos Estados Unidos. Às 9h30 será conhecida a balança comercial de junho, com expectativa de redução do déficit para US$ 73 bilhões, ante saldo negativo de US$ 77,6 bilhões no mês anterior.

O principal destaque, no entanto, fica para o relatório JOLTS, divulgado às 11h pelo Bureau of Labor Statistics. O levantamento mostra o número de vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos e é acompanhado de perto pelo Federal Reserve por indicar o grau de aquecimento do mercado de trabalho americano. A expectativa é de 7,42 milhões de vagas, abaixo das 7,594 milhões registradas na divulgação anterior.

No mesmo horário, serão divulgadas as encomendas à indústria de junho. Após queda de 1,3% em maio, a expectativa do mercado é de estabilidade no indicador, sinalizando possível interrupção da desaceleração da atividade manufatureira.

Ainda nos Estados Unidos, os investidores acompanham às 17h30 os dados semanais dos estoques de petróleo bruto divulgados pelo American Petroleum Institute (API). O indicador pode influenciar os preços da commodity, que voltaram a recuar de forma expressiva na sessão anterior.

Durante a noite, as atenções se voltam para a Ásia, com a divulgação dos PMIs de serviços e composto do Japão e da China, indicadores que ajudam a medir o ritmo da atividade nas duas maiores economias da região.

No Brasil, a agenda política também concentra atenções. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa ao longo do dia da primeira sessão da reunião do Copom, dedicada à análise de conjuntura econômica. O encontro marca o início da reunião que definirá a nova taxa básica de juros, cuja decisão será anunciada na quarta-feira, 5.

SpaceX e Itaú divulgam balanços

No calendário corporativo, a temporada de balanços ganha força. No Brasil, divulgam resultados Itaú Unibanco, Prio, Gerdau, Metalúrgica Gerdau, Raia Drogasil, Iguatemi e C&A. Entre os bancos, o desempenho do Itaú será um dos principais focos dos investidores por servir como termômetro para o setor financeiro.

Nos Estados Unidos, o destaque fica para a divulgação do primeiro balanço da SpaceX desde sua abertura de capital. O resultado será acompanhado de perto pelo mercado após asações acumularem forte desvalorização desde o IPO. Também publicam seus números HSBC, McDonald's e Pfizer.

Os mercados chegam à sessão após um pregão de desempenho misto. Na segunda-feira, o Ibovespa encerrou estável, aos 178.000,24 pontos, zerando as perdas apenas na reta final dos negócios.

O índice foi pressionado principalmente pela forte queda das commodities, que levou Petrobras, Vale e empresas ligadas ao setor de petróleo e mineração a figurarem entre os principais pesos negativos da sessão.

Na contramão,as bolsas americanas registraram fortes ganhos, impulsionadas pelo alívio nas tensões geopolíticas após a sinalização de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. O movimento reduziu a aversão ao risco nos mercados internacionais, mas não foi suficiente para sustentar a bolsa brasileira diante da queda do petróleo e do minério de ferro.

AutorClara Assunção
FonteExame
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