Projetos de data centers para expansão da IA estão atrasados, diz JP Morgan

A demora em obter autorizações para conectar data centers a redes elétricas em diversas regiões e a escassez na cadeia de suprimentos têm atrasado a construção de data centers, segundo análise do JP Morgan reportada pelo Wall Street Journal.
O documento indica que 60% da capacidade de data centers prevista para 2027 ainda não começou a ser construída, enquanto 7% está atrasada.
Um relatório da Agência Internacional de Energia (IEA) estima que os data centers consomem 1% de energia em todo o mundo e que esse número deve dobrar neste ano.
A alta demanda energética dessa infraestrutura fundamental para a inteligência artificial tem preocupado operadores sobre o que pode acontecer em períodos em que o sistema já estiver sobrecarregado.
Big techs buscam soluções
Para solucionar essa questão, big techs têm buscado suas próprias fontes energéticas. O Google anunciou em dezembro de 2025 a aquisição de uma empresa de energia limpa, a Intersect, por US$ 4,75 bilhões.
Já a Microsoft fechou um contrato de 20 anos com a operadora Constellation para restaurar uma estação nuclear na Pensilvânia que havia sido fechada em 2019.
No entanto, conseguir sua própria fonte de energia também tem gargalos, mostra a análise do JP Morgan. As dificuldades na obtenção de turbinas a gás e transformadores elétricos têm incrementado o atraso dos projetos de data centers.
O Google tem buscado tornar o consumo energético mais eficiente e, nesta semana, disse ter assinado um acordo de três anos com a Voltus. A parceria visa disponibilizar até 100 megawatts de capacidade elétrica a partir da rede PJM, operadora que atende 67 milhões de pessoas nos Estados Unidos. A Voltus irá orquestrar a distribuição dos recursos, como baterias, e pagar as casas e os neócios que participarem.
