Quais marcas de moda mais geram resultado para o lojista? Pesquisa inédita ouviu 711 deles

A paranaense Morena Rosa e a paulista Reservaforam eleitas as melhores marcas para vender no varejo multimarca de moda do Brasil, segundo a primeira edição do Best Brands to Sell, pesquisa nacional que ouviu mais de 700 lojistas.
O levantamento também identificou quais marcas são consideradas indispensáveis nas lojas e os fatores que mais influenciam a decisão de compra dos varejistas.
A pesquisa foi conduzida pelo IEMI, instituto especializado na indústria têxtil e de vestuário, e avaliou a percepção de 711 lojistas dos segmentos feminino e masculino.
Diferentemente dos rankings de preferência do consumidor, o estudo mede a visão de quem compra, revende e convive diariamente com as marcas.
O resultado ajuda a entender as mudanças em um canal que responde por cerca de 30% das vendas de vestuário no país e movimenta 93,7 bilhões de reais por ano.
"O lojista não escolhe mais uma marca apenas pela força de marketing ou pela procura do consumidor. Ele busca parceiros capazes de entregar margem, giro e uma relação comercial equilibrada", afirma Marcelo Prado, diretor do IEMI.
Além dos vencedores gerais, a pesquisa avaliou 16 indicadores ligados ao desempenho comercial, relacionamento com o varejo, atendimento e pós-venda. O levantamento também identificou as marcas consideradas insubstituíveis pelos lojistas, um sinal de quais empresas conseguem manter espaço permanente no mix das lojas.
Quais marcas lideram o ranking
Na categoria feminina, a Morena Rosa ficou em primeiro lugar no prêmio de Melhor Marca para se Vender, seguida por Lança Perfume e Cantão. A marca também liderou o ranking de relacionamento comercial e apareceu entre as três melhores em desempenho na loja, pós-venda e marcas insubstituíveis.
Entre as marcas masculinas, a Reserva conquistou o primeiro lugar como Melhor Marca para se Vender. A empresa também liderou a categoria de serviço pós-venda e ficou em segundo lugar em relacionamento comercial.
Os resultados indicam que os lojistas valorizam um conjunto de fatores que vai além das vendas. Questões como reposição de produtos, suporte comercial, qualidade do atendimento e cumprimento de prazos aparecem entre os critérios que mais influenciam a percepção dos varejistas.
Como é o ranking completo
Melhor desempenho na loja (giro, lucro, atratividade, trade)
- 1º lugar: Lança Perfume (feminino) e King & Joe (masculino)
- 2º lugar: Morena Rosa (feminino) e Docthos (masculino)
- 3º lugar: Dress To (feminino) e Colcci (masculino)
Melhor serviço pós-vendas
- 1º lugar: Cantão (feminino) e Reserva (masculino)
- 2º lugar: NK (feminino) e Docthos (masculino)
- 3º lugar: Morena Rosa (feminino) e Dudalina (masculino)
Melhor relacionamento comercial
- 1º lugar: Morena Rosa (feminino) e Hugo Boss (masculino)
- 2º lugar: Mixed (feminino) e Reserva (masculino)
- 3º lugar: Cantão (feminino) e King & Joe (masculino)
Marcas insubstituíveis para a loja
- 1º lugar: Lança Perfume (feminino) e Docthos (masculino)
- 2º lugar: Farm (feminino) e Lacoste (masculino)
- 3º lugar: Morena Rosa (feminino) e Aramis (masculino)
Melhor marca para se vender (desempenho na loja, atendimento e pós-venda)
- 1º lugar: Morena Rosa (feminino) e Reserva (masculino)
- 2º lugar: Lança Perfume (feminino) e King & Joe (masculino)
- 3º lugar: Cantão (feminino) e Docthos (masculino)
O que faz uma marca vender mais no varejo multimarca
O levantamento avaliou 16 indicadores, incluindo giro de produto, margem de lucro, atratividade para o consumidor, qualidade do trade marketing, transparência nas negociações, cumprimento de prazos, suporte digital e capacidade de resolução de problemas.
Na categoria de desempenho na loja, que considera fatores como giro, lucro e atratividade, a liderança ficou com Lança Perfume entre as marcas femininas e King & Joe entre as masculinas.
A pesquisa mostra que, para os lojistas, o sucesso de uma marca depende cada vez mais da capacidade de combinar força comercial, rentabilidade e suporte ao varejo.
Em um mercado mais seletivo, a relação entre indústria e loja passou a ter peso semelhante ao da imagem construída junto ao consumidor final.
