Quais são as top picks na bolsa para atravessar o 2º semestre com ‘tranquilidade’, segundo bancões
Com fatores de volatilidade no radar dos investidores, como eleições presidenciais, gastos elevados nas contas públicas, o conflito no Oriente Médio e a política monetária dos Estados Unidos, fica a dúvida: quais são as recomendações de grandes instituições para atravessar esse cenário conturbado na bolsa brasileira? O Itaú BBA segue com recomendação de compra para […]

Com fatores de volatilidade no radar dos investidores, como eleições presidenciais, gastos elevados nas contas públicas, o conflito no Oriente Médio e a política monetária dos Estados Unidos, fica a dúvida: quais são as recomendações de grandes instituições para atravessar esse cenário conturbado na bolsa brasileira?
O Itaú BBA segue com recomendação de compra para o Brasil e vê o país como o mais atrativo na América Latina, devido ao desconto no valuation do Ibovespa (IBOV).
O BBA está posicionado em Brasil com foco em empresas de infraestrutura sensíveis aos juros (bond proxies), enquanto a exposição aos setores cíclicos domésticos foi reduzida. O banco de investimentos também aumentou a participação em companhias exportadoras.
O Goldman Sachs, em relatório, também enxerga uma oportunidade nos ativos da América Latina, devido ao risco geopolítico relativamente menor e porque considera que diversos segmentos do mercado negociam a múltiplos atrativos.
Os estrategistas de alocação do banco defenderam recentemente que ativos reais e diversificação geográfica estão entre as principais estratégias para reduzir riscos em portfólios multimercados, ajudando a equilibrar a elevada concentração no setor de tecnologia, os riscos inflacionários e outros fatores, ao mesmo tempo em que preservam a exposição à inovação nos portfólios globais.
Como riscos para as bolsas da região, o Goldman menciona a condução da política econômica, visto que o Brasil realizará em breve as eleições presidenciais; a queda nos preços das commodities; os juros mais elevados por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos); e a eventual retomada do interesse dos investidores por mercados emergentes mais expostos à inteligência artificial (IA).
A Santander Corretora, diante da indefinição e ausência de catalisadores no curto prazo no Ibovespa, está com uma posição mais conservadora, de acordo com o estrategista de ações Ricardo Peretti. Com isso, a casa reduziu a exposição a nomes cíclicos e manteve certa concentração em bancos brasileiros, mas com visão neutra diante dos juros ainda elevados.
A corretora também aposta nos segmentos de saneamento e energia e commodities, incluindo nomes “peso-pesado” do Ibovespa.
Confira abaixo as principais apostas de ações do BBA, Goldman e Santander Corretora:
| Ação | Setor | Itaú BBA | Goldman Sachs | Santander Corretora |
|---|---|---|---|---|
| Petrobras (PETR4) | Petróleo e gás | ✓ | ✓ | ✓ |
| Equatorial (EQTL3) | Energia elétrica | ✓ | ✓ | |
| Axia (AXIA3) | Infraestrutura digital | ✓ | ✓ | |
| Multiplan (MULT3) | Shoppings | ✓ | ✓ | |
| Rede D’Or (RDOR3) | Saúde | ✓ | ✓ | |
| Bradesco (BBDC4) | Bancos | ✓ | ✓ | |
| Sabesp (SBSP3) | Saneamento | ✓ | ✓ | |
| Direcional (DIRR3) | Construção civil | ✓ | ||
| BTG Pactual (BPAC11) | Serviços financeiros | ✓ | ||
| Gerdau (GGBR4) | Siderurgia | ✓ | ||
| Embraer (EMBR3) | Aeroespacial e defesa | ✓ | ||
| Prio (PRIO3) | Petróleo e gás | ✓ | ✓ | |
| Marfrig (MRFG3) | Proteína animal | ✓ | ||
| Itaú Unibanco (ITUB4) | Bancos | ✓ | ||
| Copasa (CSMG3) | Saneamento | ✓ | ||
| Orizon (ORVR3) | Gestão de resíduos | ✓ | ||
| Eneva (ENEV3) | Energia e gás natural | ✓ | ||
| Vale (VALE3) | Mineração | ✓ |
