Qual será o novo imposto sobre bens e serviços, a carteira de ações para as eleições e as conversas entre EUA, Irã e China: o que move o mercado hoje
Entenda o que ainda está em aberto na discussão sobre os novos impostos, o CBS, referente a Contribuição sobre Bens e Serviços, e IBS, Imposto sobre Bens e Serviços.
Sextou. O que você deve fazer depois do trabalho hoje? Jantar fora com amigos? Pedir um delivery e assistir alguma série no streaming? Ou cozinhar algo gostoso em casal?
Ir à academia ou aula de spinning ou ainda frequentar o cinema também são boas opções.
Mas, a partir do ano que vem, cada uma dessas atividades passará por uma mudança na cobrança de impostos.
As taxas serão unificadas, com duas novas siglas aparecendo nas notas fiscais: CBS, referente a Contribuição sobre Bens e Serviços, e IBS, que é o Imposto sobre Bens e Serviços.
Os dois tributos formam o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) e passam a ser aplicados em 2027, com transição completa em 2033.
Os impostos vão ficar mais caros ou mais baratos? Vai ser mais ou menos acessível sair com amigos para o happy hour? Será que precisaremos economizar e ficar em casa, curtindo o fim da semana no sofá?
Ainda é difícil saber. A repórter Monique Lima conta o que ainda está em aberto na Reforma Tributária e qual deve ser o impacto no seu bolso. Confira nesta matéria aqui.
A colinha para as eleições
Faltam cerca de 10 dias para o primeiro turno das eleições. Temos falado muito da votação para o chefe do executivo, mas a escolha vai muito além de quem vestirá a faixa presidencial no ano que vem.
Então já vai anotando seus candidatos em uma colinha para não ser pego de surpresa.
Mais difícil do que escolher nomes para governador, senadores e deputado estadual e federal parece ser entender quais ações colocar na carteira para passar por esse período sem sobressaltos.
O colunista do Seu Dinheiro Ruy Hungria passa a colinha de como eleger os melhores nomes para a sua carteira. Confira neste link aqui.
Esquenta dos mercados
A semana dos investidores fecha com fôlego renovado em meio a avanços nas conversas para encerrar o conflito no Oriente Médio.
O principal obstáculo não é elaborar o acordo em si, mas gerar confiança em ambos os lados, já que nem Estados Unidos nem Irã querem abrir mão da vantagem estratégica primeiro.
Uma autoridade próxima ao assunto afirmou que a maneira mais plausível de encerrar o impasse seria um acordo gradual.
Ainda assim, a notícia alivia as pressões nos preços do petróleo, que voltam a registrar perdas nesta manhã (25) após acumular forte alta por dois pregões seguidos.
O bom humor também chegou na Europa: as principais bolsas da região amanhecem no azul. O clima é semelhante em Wall Street, com os índices futuros de Nova York indicando um dia de ganhos por lá.
Já na Ásia, o pregão foi marcado por liquidez reduzida, uma vez que os mercados da China, da Coreia do Sul e de Taiwan seguiram fechados por conta de feriados regionais.
Porém, a bolsa japonesa fechou em alta nesta sexta-feira, enquanto a de Hong Kong encerrou o dia em queda. O clima de cautela vem após a reunião entre o presidente norte-americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping.
Embora Trump tenha afirmado que o encontro foi positivo, as expectativas dos investidores foram confirmadas e nenhum grande acordo foi firmado.
Por aqui, os participantes dos mercados locais digerem a publicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de setembro e da nova rodada da pesquisa eleitoral Datafolha. O levantamento mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados no 1º e 2º turno.
Além disso, a agenda do dia conta com a apresentação do presidente Lula sobre medidas para proteção da economia popular, que devem incluir a proibição das plataformas de apostas.
Outros destaques do Seu Dinheiro
GASTRONOMIA LOCAL
Organic Festival: em Trancoso, a comida vira conversa sobre o futuro. Na 7ª edição, festival reúne chefs como Pía León e Roberta Sudbrack, lideranças indígenas e cientistas para discutir o que o turismo e a gastronomia podem fazer pela Mata Atlântica.
NO BOLSO
Yduqs (YDUQ3) anuncia dividendos de R$ 750 milhões após fusão com a Afya, mas presente da dona da Estácio ao acionista pode ser ainda maior, diz JP Morgan. Fusão promete dividendos de R$ 750 milhões, que representa um yield de 38% e sinergias bilionárias.
VISÃO DO GESTOR
O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro. Gestor da Verde Asset vê riscos crescentes para o Brasil em um eventual quarto mandato de Lula, mas não nutre o otimismo do mercado com uma vitória da oposição.
MAIS AQUISIÇÕES
TRXF11 enche o carrinho de novo e paga R$ 2,83 bilhões, mas FII cai na bolsa; veja o que entra no portfólio. O fundo imobiliário acumula queda de dois dígitos neste ano. As novas aquisições envolvem galpões logísticos e shoppings.
VENDE BRKM5, RECEBE DÍVIDA
OPA da Braskem (BRKM5) com data marcada: vale a pena trocar as ações pelo que o novo controlador oferece? OPA que marca o fim do controle da antiga Odebrecht na petroquímica acontecerá em 16 de outubro; veja os riscos antes de decidir aderir.
