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16/08/2026
3 min

Quanto eu teria hoje se tivesse investido R$ 10 mil em ações do Itaú há cinco anos?

Um dos principais pontos de virada para a valorização do papel foi a fusão com o Unibanco, em 2008, que ampliou a escala e diversificou os negócios

Quanto eu teria hoje se tivesse investido R$ 10 mil em ações do Itaú há cinco anos?

Se um investidor tivesse aplicado R$ 10 mil em ações do Itaú Unibanco (ITUB4) há cinco anos, o investimento teria se transformado em aproximadamente R$ 23.991, considerando o retorno acumulado de 139,91% no período. O levantamento é da Economatica a pedido da EXAME.

Em prazos maiores, o desempenho das ações do banco é ainda mais expressivo. Um investimento de R$ 10 mil há 10 anos teria chegado a aproximadamente R$ 43.650, considerando o retorno acumulado de 336,50%. Já quem tivesse investido R$ 10 mil 15 anos teria hoje aproximadamente R$ 90.840, com um retorno acumulado de 808,40%.

No período de 20 anos, o resultado é ainda mais significativo: os mesmos R$ 10 mil teriam se transformado em aproximadamente R$ 128.805, considerando o retorno acumulado de 1.188,05%.

Em horizontes mais curtos, o desempenho também foi positivo. três anos, R$ 10 mil investidos nas ações do Itaú teriam chegado a aproximadamente R$ 19.991, com retorno acumulado de 99,91%.no último ano, o investimento teria alcançado cerca de R$ 11.362, uma alta de 13,62%.

O levantamento considera a valorização dos papéis, os dividendos e demais proventos distribuídos pela companhia no período, mas sem o reinvestimento desses valores.

O que aconteceu com as ações do Itaú?

Escala, diversificação, disciplina na gestão de riscos e investimentos em tecnologia ajudaram o Itaú a atravessar diferentes ciclos econômicos e entregar retorno de 1.188% em 20 anos.

A trajetória das ações do Itaú Unibanco foi marcada pela capacidade do banco de se adaptar a diferentes cenários. Segundo Gabriel Uarian, analista-chefe da Cultura Capital, um dos principais pontos de virada foi a fusão com o Unibanco, em 2008, que ampliou a escala e diversificou os negócios.

“Um retorno de 1.188% em 20 anos mostra que a tese foi muito além de simplesmente acompanhar o crescimento da Bolsa brasileira”, afirma.

Depois da fusão, o banco manteve uma estratégia de alocação de capital que combinou crescimento orgânico, aquisições pontuais e distribuição de dividendos. Mais recentemente, os investimentos em tecnologia e digitalização passaram a ter papel importante na operação, ajudando o Itaú a reduzir a dependência da estrutura física e buscar maior eficiência.

A capacidade de atravessar diferentes ciclos também foi determinante. Nos últimos dez anos, as ações acumularam alta de 336,5%; em cinco anos, o retorno foi de 139,91%. Nesse período, o banco passou por recessão, mudanças regulatórias, pandemia e diferentes momentos de juros, além da transformação tecnológica do setor financeiro.

Para Uarian, o desempenho é resultado justamente dessa capacidade de adaptação. “A grande tese não foi simplesmente apostar que o banco cresceria, mas investir em uma instituição que conseguiu se adaptar sem abandonar a disciplina financeira.”

Além da valorização das ações, o acionista também foi beneficiado pela distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio. A combinação entre geração de retorno sobre o capital, eficiência, diversificação e remuneração aos investidores ajudou a sustentar a criação de valor no longo prazo.

“É isso que transforma um bom banco em uma tese de investimento de longo prazo”, resume Uarian.

AutorRebecca Crepaldi
FonteExame
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