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PolíticaMPOL
15/08/2026
3 min

Quatro Estados e Minas Gerais, ‘o espelho do Brasil’, decidirão a eleição 2026?

A relevância político-eleitoral de Minas Gerais no cenário brasileiro vai além da quantidade absoluta de eleitores. O estado abriga 16,3 milhões de eleitores, segundo maior colégio com 10,32% de todo o eleitorado do País. Devido ao seu perfil econômico e social variado, o comportamento das urnas mineiras costuma refletir com precisão a tendência verificada em […]

Quatro Estados e Minas Gerais, ‘o espelho do Brasil’, decidirão a eleição 2026?

A relevância político-eleitoral de Minas Gerais no cenário brasileiro vai além da quantidade absoluta de eleitores. O estado abriga 16,3 milhões de eleitores, segundo maior colégio com 10,32% de todo o eleitorado do País.

Devido ao seu perfil econômico e social variado, o comportamento das urnas mineiras costuma refletir com precisão a tendência verificada em nível nacional. Nenhum presidente eleito perdeu lá desde 1989, quando o voto direto voltou a ser utilizado no País.

No segundo turno das eleições presenciais de 2022, o resultado obtido em Minas Gerais aproximou-se significativamente da média apurada no país. Enquanto o placar nacional fechou em 50,90% para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 49,10% para Jair Bolsonaro(PL), o resultado no Estado registrou 50,20% dos votos válidos para Lula e 49,80% para o ex-presidente.

A vitória de Lula em 564 municípios deu-se sobretudo no Norte de Minas, no Vale do Jequitinhonha e na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em contrapartida, Bolsonaro garantiu vantagem em 289 cidades, impulsionada pela presença no Sul de Minas, no Triângulo Mineiro, áreas tradicionais do agronegócio, e em importantes polos industriais e urbanos.

O segmento feminino representa a maioria desse contingente, somando 52,48% das pessoas registradas para votar no Estado. Outra característica histórico de Minas Gerais é a frequência da votação “descolada”. O eleitor mineiro frequentemente escolhe representantes de orientações políticas distintas para os poderes Executivo estadual e federal.

Em 2022, por exemplo, o eleitorado reelegeu o então governador Romeu Zema(Novo) em primeiro turno e, no mesmo pleito, concedeu a maioria dos votos presidenciais a Lula.

Junto com Minas Gerais, outros quatro Estados Brasileiros concentram mais da metade do poder de voto do País e são estratégicos para os candidatos a presidente. As cinco das 27 unidades da federação somam 52,45% de todo o eleitorado nacional, o equivalente a mais de 83,2 milhões de brasileiros.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral(TSE) apontam São Paulo com 34,1 milhões de eleitores, ou 21,48% do total, seguido por Minas e seus 16,37 milhões e o Rio de Janeiro, com 12,85 milhões de eleitores. Bahia, com o voto de 11,32 milhões de pessoas e Paraná, com 8,6 milhões, completam a lista.

O avanço do Norte e do Centro-Oeste

Impulsionado pela atração de investimentos, logística e expansão do varejo, o interior do país lidera a taxa de crescimento da base eleitoral entre 2022 e 2026.

A Região Norte registra a maior alta proporcional do país, de 4,37%, ultrapassando 13,1 milhões de eleitores. Logo em seguida, o Centro-Oeste, motor das exportações agropecuárias, avançou 3,97% em número de eleitores.

Em termos absolutos, contudo, a adição mais volumosa veio do Nordeste, com 1,13 milhão de novos votantes. O Sudeste apresentou leve oscilação negativa de 0,56%, mas mantém com folga a liderança nacional.

As metrópoles que concentram decisões

No plano municipal, a capital paulista isola-se no topo com 9,13 milhões de votantes aptos, segundo levantamento feito junto à plataforma. O grupo das capitais com maior densidade eleitoral é composto por Rio de Janeiro (4,95 milhões), Belo Horizonte (1,96 milhão), Salvador (1,95 milhão) e Fortaleza (1,79 milhão).

*Sob orientação de Gustavo Porto

AutorJuliana Rodrigues
FonteMoney Times
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