Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
ColunistasACSFII
06/11/2026
4 min

Queima de estoque na bolsa: Ibovespa em queda, FII do mês e tudo o que você precisa saber sobre os mercados hoje

Ibovespa já caiu cerca de 20% desde a reeleição de Lula — e isso abre espaço para pechinchas na bolsa, mas é preciso saber escolher

Poucas situações despertam reações tão díspares quanto uma queima de estoque. Tem quem saia correndo para aproveitar as possíveis pechinchas. Outros atravessam a rua com medo de cair em alguma armadilha. Afinal, às vésperas da Black Friday, o que não falta é produto oferecido pela metade do dobro.

Sim, há também aqueles que não dão a mínima para uma promoção, especialmente se não estiverem precisando de nada no momento, mas eles não ajudam a contar essa história, então serão respeitosamente deixados de lado para outra ocasião.

O fato é que esses grupos interpretam uma mesma situação a partir de pontos de vista diferentes. Onde uns enxergam oportunidade, outros desconfiam de algum problema.

Seja qual for o caso, a questão estar em saber o que se está comprando. Funciona assim na vida diária e também no mercado financeiro.

Desde a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ibovespa acumula queda de cerca de 20%. Isso não significa que as ações das empresas brasileiras ficaram ruins de uma hora para outra nem que você deve sair comprando porque está barato. O importante é saber escolher.

Na visão do colunista Ruy Hungria, empresas de qualidade voltaram a negociar a preços descontados. Aqui ele explica o que você deve levar em consideração na hora de escolher.

FII do mês

Um cenário de juro alto não costuma ser positivo para o mercado de fundos imobiliários (FIIs), mas é o que temos para hoje. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária do Banco Central interrompeu um ciclo de cortes e manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano. 

Mas essa relação entre juros e FIIs não é uniforme. Os FIIs de tijolo, por exemplo, sofrem. Já os FIIs de recebíveis tendem a se beneficiar do juro alto. 

Na reportagem especial de hoje do Seu Dinheiro, o Igor Grecco explica essa dinâmica e revela os fundos imobiliários mais indicadores pelos especialistas para lucrar em novembro.

Esquenta dos mercados

O Ibovespa fechou em queda de 0,82% na quinta-feira (5). Em grande medida, o principal índice do mercado brasileiro de ações acompanhou a perda de apetite por risco em Wall Street. Já o dólar recuou 0,65% e hoje (6) começa o dia na faixa de R$ 5,45.

Nesta sexta-feira, os investidores repercutem o payroll de outubro nos EUA, a recuperação do petróleo no mercado internacional e (mais uma) sinalização de Donald Trump de quem um acordo para o fim na guerra na Ucrânia estaria próximo. 

Por aqui, os participantes do mercado observam os primeiros acenos de Lula em relação às políticas fiscal e econômica no quarto mandato enquanto repercutem o andamento da temporada de balanços.

QUER INVESTIR MELHOR?

Comece o dia descobrindo o que move o mercado financeiro e os seus investimentos, de forma 100% gratuita!

Outros destaques do Seu Dinheiro

AÇÃO DO MÊS
É hora de ser defensivo: veja a ação mais recomendada para proteger a sua carteira no pós-eleição. Este bancão foi apontado como a Ação do Mês em novembro, para ajudar o investidor a enfrentar as turbulências do mercado.

AMBIENTE DE INCERTEZAS
Não dá para controlar os juros, mas dá para proteger a empresa: a recomendação de Roberto Sallouti, CEO do BTG, para o empreendedor. Em evento, executivo apontou os cuidados que empreendedores devem tomar diante das mudanças na economia global e dos desafios brasileiros.

JUROS EM DEBATE
Selic parada: por que Alberto Ramos, do Goldman Sachs, só vê novos cortes de juros em 2028. Enquanto o Goldman Sachs vê a taxa básica de juros parada, o UBS ainda aposta em cortes no ano que vem. Entenda o que divide os economistas.

EMPRESAS
Cosan (CSAN3) está barata demais? UBS-BB vê oportunidade após tombo de 40% e aponta o que pode destravar valor. Entenda por que a companhia busca vender ativos para reduzir dívidas, quais negócios podem mudar de mãos e como Compass e Rumo podem impulsionar o valor do grupo.

EM EVOLUÇÃO
Sem Reserva, Casas del Bosque muda estratégia para valorizar vinhos de Casablanca. Com 300 mil garrafas e US$ 13 milhões de faturamento, a vinícola chilena renova suas linhas, amplia a distribuição especializada e faz do Brasil seu principal mercado.

Uma ótima sexta-feira e um excelente fim de semana para você!

AutorRicardo Gozzi
FonteSeu Dinheiro
Distribuído por