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MundoMPOL
21/06/2026
2 min

Quem é Abelardo De la Espriella, presidente eleito da Colômbia?

Quem é Abelardo De la Espriella, presidente eleito da Colômbia?

O advogado e empresário Abelardo De la Espriella venceu neste domingo, 21, o segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia, segundo a apuração preliminar.

Com 99,5% das urnas apuradas, o candidato de extrema direita marcou 49,6% dos votos, contra 48,6% do senador de esquerda Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro.

O resultado oficial ainda depende da revisão das atas por juízes e autoridades eleitorais, etapa prevista para esta segunda-feira, 22.

Confirmada a vitória, De la Espriella tomará posse em 7 de agosto e sucederá Petro, primeiro presidente de esquerda da história recente da Colômbia.

Quem é De La Espriella?

Conhecido pela atuação como advogado, De la Espriella construiu sua candidatura fora dos partidos tradicionais e se apresentou como outsider, termo usado para políticos que disputam eleições sem trajetória prévia em cargos públicos. Esta foi sua primeira experiência eleitoral.

Durante a campanha, recebeu apoio aberto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e manifestou admiração pelo presidente argentino Javier Milei. Antes de entrar na disputa, vivia na Itália.

Como advogado, atuou para figuras conhecidas da política e dos negócios na região, entre elas Jorge Visbal, associado a grupos paramilitares colombianos, e o empresário Alex Saab, ligado ao governo venezuelano de Nicolás Maduro.

Campanha política de De La Espriella

Na campanha, De la Espriella concentrou seu discurso em segurança pública e economia. Entre suas promessas estão uma guinada à direita, cortes na atuação do Estado, expansão da atividade petrolífera, revisão dos acordos de paz com grupos armados e construção de grandes prisões como resposta à crise de violência no país.

A eleição também reposiciona a Colômbiano cenário regional. Para Sebastián Granda Henao, professor de Fronteiras e Direitos Humanos da Universidade Federal da Grande Dourados, a vitória pode ampliar a influência dos Estados Unidos na América do Sul.

“Vai ser mais uma ficha no tabuleiro desse modo imperial de Trump governar, se colocando para o mundo cobrando obediência. Diria que alguns processos em curso devem parar, como alianças contra a desigualdade ou por transição energética e preservação ambiental”, afirmou à Agência Brasil.

AutorLetícia Ozório
FonteExame
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