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MercadosACS
21/07/2026
3 min

Quem entra no Ibovespa a partir de setembro, segundo o BTG Pactual

Quem entra no Ibovespa a partir de setembro, segundo o BTG Pactual

O Ibovespa (IBOV) terá uma nova carteira a partir de setembro e a Tenda (TEND3) deve ser a nova integrante do seleto grupo de ações que compõem o principal índice da bolsa brasileira.

Pelo menos essa é a previsão do BTG Pactual. Para o banco, a entrada do papel da construtora é apoiada pela melhora em seu índice de negociabilidade (IN), “que agora colocar a ação dentro do patamar da elegibilidade do índice”, afirmam os analistas,

A equipe também destaca que as ações ordinárias do Itaú Unibanco, negociadas sob o ticker ITUB3, está está próxima do patamar de elegibilidade e poderia surgir como uma estrante adicional, a depender da atividade de negociação até o fim da janela do cálculo.

Por outro lado, o BTG não vê nenhum exclusão clara, mas avaliam que PetroReconcavo (RECV3) está próxima do corte. Contudo, segundo os analistas, nenhuma ação deve sair do IBOV no próximo rebalanceamento.

Hoje, a carteira do Ibovespa é composta por 79 ações de 76 empresas brasileiras.

Composição do Ibovespa

A carteira, que é rebalanceada a cada quatro meses, deve ficar em vigor entre setembro a dezembro.

A composição do Ibovespa leva em conta alguns fatores, como índice de negociabilidade (IN), o volume de negociação e o status da empresa — companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo.

O desempenho das ações não é considerado um critério de entrada ou saída no índice.

Antes de entrar em vigor, a B3 divulga três prévias nos dias 3, 17 e 27 de agosto.

Tendência de ‘estável’

Historicamente, o Ibovespa tem sido um índice concentrado — ou seja, as 10 ações com maior peso no índice compõem cerca de 50% do peso total. Commodities e bancos, geralmente, são setores considerados ‘pesos-pesados’.

O BTG Pactual destaca que o número de empresas que compõe o Ibovespa caiu desde o pico em março de 2022, de 93 para 79 na próxima carteira de setembro. Apesar disso, a concentração do índice permaneceu estável.

“Após atingir o pico de 61% em 2018/19, o peso agregado das dez maiores constituintes normalizou-se gradualmente e, desde 2022, permaneceu geralmente na faixa de 51% a 53%, alcançando brevemente 54% no rebalanceamento anterior”, explicaram os analistas.

Nas estimativas deles, as dez maiores empresas devem responder por aproximadamente 52% do IBOV, sugerindo que o menor número de companhias não resultou em uma reconcentração relevante no topo.

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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