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Sacre Investimentos
EmpresasACS
09/10/2026
3 min

Quer investir na China sem sair da B3? BTG Pactual Asset fecha parceria com gigante chinesa para preparar novos ETFs

Acordo com uma das maiores gestoras da China prevê um novo ETF listado no mercado brasileiro; produto ainda não tem índice ou ações definidos

Quer investir na China sem sair da B3? BTG Pactual Asset fecha parceria com gigante chinesa para preparar novos ETFs

O investidor brasileiro pode ganhar uma nova porta de entrada para a bolsa chinesa sem nem precisar sair da B3. A BTG Pactual Asset Management e a China Southern Asset Management, uma das maiores gestoras da China, fecharam nesta sexta-feira (9) um acordo para criar ETFs (fundos de índice) capazes de conectar os mercados dos dois países.  

Segundo as gestoras, a parceria busca ampliar o leque de opções de investimento nos dois mercados. Para o investidor local, a principal novidade será a possibilidade de acessar ações chinesas por meio de um ETF listado na própria B3. 

“Nosso objetivo é oferecer aos clientes acesso às melhores oportunidades de investimento, onde quer que elas estejam”, afirma Rubens Henriques, CEO da BTG Pactual Asset Management, em nota. 

O caminho será de mão dupla. Um ETF negociado na B3 investiria em um ETF da China Southern, enquanto um produto listado na China teria exposição a ações brasileiras por meio de um ETF da BTG Pactual Asset. 

Ainda não está definido quais índices ou ações chinesas estarão no fundo destinado ao investidor brasileiro.  

Mas a proposta abre espaço para exposição a alguns dos setores mais relevantes da economia chinesa, como tecnologia, inteligência artificial (IA), semicondutores, manufatura avançada e transição energética. 

Portas abertas para investir na China 

O desenho da parceria entre a BTG Pactual Asset e a China Southern Asset prevê um modelo de cross-listing, ou listagem cruzada, entre os dois mercados. 

Na China, o veículo proposto investiria no BZEQ11, ETF da BTG que replica o índice MSCI Brazil 25/50. Assim, investidores chineses poderiam acessar uma cesta diversificada de ações brasileiras sem precisar negociar diretamente na B3. 

No sentido contrário, o novo ETF seria listado na B3 e investiria em um ETF administrado pela China Southern. O investidor brasileiro compraria e venderia as cotas no mercado local, enquanto a exposição às ações chinesas ficaria dentro do fundo. 

Do lado chinês, a estrutura também foi pensada para simplificar o acesso ao Brasil. O ETF seria listado em Xangai ou Shenzhen e negociado em renminbi, a moeda chinesa, dispensando o investidor de acessar diretamente uma bolsa estrangeira. 

Um mercado de US$ 850 bilhões 

A parceria nasce em meio ao avanço dos ETFs na China. Em 2024, os fundos passivos de ações ultrapassaram os de gestão ativa em ativos sob gestão, e o mercado de ETFs chegou a aproximadamente US$ 850 bilhões. 

A China Southern tinha cerca de US$ 402 bilhões em ativos sob gestão em dezembro de 2025, com 132 fundos de índice, sendo 68 ETFs. A gestora também atende cerca de 225 milhões de clientes. 

Já a BTG Pactual Asset administra mais de R$ 690 bilhões e tem operações em países como Brasil, Chile, Colômbia, México, Argentina, Estados Unidos, Portugal, Reino Unido e Luxemburgo. 

“A iniciativa representa mais um passo na estratégia de expansão internacional da plataforma da BTG Pactual Asset Management e estabelece uma ponte de capital inédita entre as duas economias”, afirma a gestora. 

Por enquanto, a porta está sendo construída. O anúncio desta sexta-feira (9) é um memorando de entendimento, que estabelece as bases para o desenvolvimento dos produtos, mas ainda não significa que os novos ETFs estejam prontos para negociação. 

AutorCamille Lima
FonteSeu Dinheiro
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