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LifestyleACS
04/09/2026
4 min

R$ 6 bilhões aos 21 anos: quem é Amelie Voigt Trejes, a brasileira bilionária mais jovem do mundo

Herdeira de uma das maiores empresas industriais do país, a catarinense recebeu uma participação na WEG e entrou para o ranking de bilionários mais jovens do planeta

R$ 6 bilhões aos 21 anos: quem é Amelie Voigt Trejes, a brasileira bilionária mais jovem do mundo

Aos 21 anos, Amelie Voigt Trejes já ocupa um posto que poucos conseguem alcançar em uma vida inteira e, neste caso, com um detalhe ainda mais incomum: a catarinense é a bilionária mais jovem do mundo em 2026, segundo a Forbes.

A revista estima seu patrimônio em US$ 1,1 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 6 bilhões. O valor, porém, não representa dinheiro parado em uma conta bancária. A maior parte da fortuna está ligada à participação da jovem na WEG (WEGE3), uma das maiores empresas da Bolsa brasileira.

Neste ano, a herdeira da WEG desbancou o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro da farmacêutica Boehringer Ingelheim, por ser sete semanas mais jovem. A lista divulgada na quinta-feira (27) colocou Eduardo Saverin, 44, cofundador do Facebook, no topo desde 2024 entre os brasileiros, com um patrimônio estimado em R$ 162,9 bilhões.

Eduardo Saverin é o brasileiro mais rico do mundo em 2026, segundo lista da Forbes
Eduardo Saverin é o brasileiro mais rico do mundo em 2026, segundo lista da Forbes - Imagem: Divulgação/ B Capital

De onde vem a fortuna de Amelie?

Discreta e longe das redes sociais, a jovem mantém a vida pessoal reservada, e pouco se sabe sobre sua rotina. Amelie é neta de Werner Ricardo Voigt, um dos três fundadores da WEG. A companhia nasceu em 1961, em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, quando Voigt se juntou a Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. O nome WEG, aliás, vem das iniciais dos sobrenomes dos três fundadores.

A empresa começou com a fabricação de motores elétricos. Ao longo das décadas, no entanto, ampliou o negócio para equipamentos e sistemas de automação, geração e transmissão de energia, além de tintas e outras soluções industriais.

Hoje, a WEG está muito distante da pequena fábrica que surgiu em Santa Catarina. A companhia tem fábricas em 18 países, presença comercial em mais de 135 países e mais de 49 mil funcionários. Em 2025, registrou R$ 40,8 bilhões de receita líquida, sendo 60% desse faturamento vindo de mercados externos. Além disso, seu portfólio reúne mais de 1.500 linhas de produtos, e a empresa produz mais de 19 milhões de motores por ano.

[Imagem: Divulgação]
WEG - Imagem: Divulgação

A jovem que não precisa trabalhar na empresa para ser bilionária

Apesar do tamanho da WEG, Amelie não participa da gestão cotidiana da companhia e não ocupa nenhum cargo executivo. A fortuna vem principalmente da participação acionária que recebeu dentro da estrutura familiar.

Os registros societários mostram que Amelie possui 5,28 milhões de ações ordinárias da WEG diretamente em seu nome, equivalentes a cerca de 0,126% do capital da companhia.

Além disso, ela tem participação de 33,33% em empresas familiares que também fazem parte da estrutura acionária da WEG. Considerando suas participações diretas e indiretas, a fatia sob seu controle chega a aproximadamente 2,5% da fabricante.

Uma fortuna que começou com o avô

Werner Ricardo Voigt, o W do nome da marca, foi a mente técnica da companhia e morreu em 2016, aos 85 anos. Ele começou a carreira trabalhando com eletricidade e motores e chegou a abrir uma oficina em Jaraguá do Sul antes de fundar a WEG. Foi também um dos responsáveis pelo desenvolvimento do protótipo do motor que deu origem à produção da empresa.

A companhia começou a exportar ainda na década de 1970 e, posteriormente, diversificou sua atuação para automação, transformadores, geradores, equipamentos de transmissão e distribuição de energia e tintas.

Werner Ricardo Voigt, cofundador da WEG
Werner Ricardo Voigt, cofundador da WEG - Imagem: Divulgação/ WEG

A “fábrica” de jovens bilionários

Amelie não está sozinha na lista. A família Voigt colocou cinco dos seis brasileiros mais jovens na lista mundial de bilionários da Forbes em 2026. Além dela, aparecem os irmãos gêmeos Felipe e Pedro Voigt Trejes, ambos de 23 anos, com patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão cada. As primas Lívia Voigt de Assis, de 21 anos, e Dora Voigt de Assis, de 28, também integram o grupo, com fortunas estimadas em US$ 1,4 bilhão cada.

O sobrenome Voigt, inclusive, já apareceu outras vezes entre os bilionários mais jovens do planeta. Em 2024, Lívia Voigt de Assis, então com 19 anos, ganhou o título de bilionária mais jovem do mundo. Dois anos depois, o posto passou para sua prima Amelie.

Na lista mundial de bilionários de 2026, a Forbes identificou 35 pessoas com menos de 30 anos e patrimônio de pelo menos US$ 1 bilhão. Amelie aparece entre os poucos integrantes dessa geração cuja fortuna veio de herança.

A revista aponta que, entre os bilionários com menos de 30 anos, a herança continua sendo uma das principais portas de entrada para o grupo, embora o ranking também reúna uma parcela crescente de jovens que construíram suas próprias empresas. No caso da brasileira, a origem do patrimônio é bem mais antiga do que ela própria.

AutorSara Magalhães
FonteSeu Dinheiro
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