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Sacre Investimentos
PolíticaCMDT
30/09/2026
3 min

Radar das Eleições: Economia desequilibrada e horizonte perigoso; os desafios para o presidente da República em 2027

Quem quer que seja eleito, ou reeleito, em outubro terá de encarar uma “economia desequilibrada” e um “horizonte perigoso” em 2027, ano em que começará o mandato de quatro anos do próximo presidente da República. O cenário pessimista foi tema da décima edição do Radar das Eleições, do Money Times, a última antes do primeiro […]

Radar das Eleições: Economia desequilibrada e horizonte perigoso; os desafios para o presidente da República em 2027

Quem quer que seja eleito, ou reeleito, em outubro terá de encarar uma “economia desequilibrada” e um “horizonte perigoso” em 2027, ano em que começará o mandato de quatro anos do próximo presidente da República. O cenário pessimista foi tema da décima edição do Radar das Eleições, do Money Times, a última antes do primeiro turno, que contou com a participação do sócio da MacroSector Fábio Silveira.

“Nós temos o núcleo da economia brasileira desequilibrado. Isso que é impressionante. Na inflação, vamos passar 2027, no acumulado de 12 meses, entre 4,5% e 5%”, resumiu Silveira. “Ou seja, o juro não cai, o investimento não anda”, completou o economista especialista em cenários maroeconômicos.

Na avaliação de Silveira, algum encaminhamento macroeconômico tinha que ser pensado por quem está se candidatando, ou tentando a reeleição, até a posse, em janeiro de 2027. Isso sinalizaria ao mercado o que ser esperar do presidente no próximo mandato.

Mas nem planos de governo e nem as falas dos candidatos têm dado pistas sobre isso.

A principal preocupação de Silveira é o petróleo. A commodity tem se mantido pressionada pela guerra entre Estados Unidos e Irã, flerta com os US$ 100 o barril durante 2027 e pressiona toda uma cadeia de preços no Brasil, desde fertilizantes e plásticos à gasolina e seus subsídios, passando por têxteis e vestuário.

“Isso já está chegando nos preços na hora em que você vai comprar uma resina utilizada na indústria têxtil, vestuário. Não tem como controlar o preço, a não ser que houvesse um tabelamento, coisa que é bom nem dar ideia”, disse. “A gente está mascarando a questão central da gasolina e do diesel, e, em algum momento, isso (repasse) terá que começar a ser liberado, talvez no final do ano ou coisa equivalente, sob pena de termos mais desajustes em outros setores no ano que vem”.

Paralelamente, há um “horizonte perigoso do ponto de vista de inadimplência, de crescimento baixo, de juros elevados”, o que corrobora para o cenário pessimista do sócio da MacroSector em 2027. “Não se pode haver promessa de melhora do bem-estar em 2027. Sem chance”.

Algum sinal de otimismo?

Se eventualmente os juros forem reduzidos, o que Silveira não acredita no curto prazo, e a crise no Oriente Médio acabar, o mercado imobiliário e toda a cadeia da construção podem ser os primeiros beneficiados no futuro.

“Acho que o mercado imobiliário, lá na frente, será beneficiado se os juros caírem. Digamos que os juros entrem por um viés benigno, que haja paz no Oriente Médio, o preço do petróleo caia para US$ 70, podemos pensar nessa hipótese”, afirmou. “Tem 5% de chance, mas é uma possibilidade, sem dúvida”.

Em uma eventual e improvável queda de juros, em meados de 2027, Silveira avalia que o mercado imobiliário seria uma alternativa importante. “Mas você vê a quantidade de ressalvas que a gente tem que fazer para isso, né? Depende lá de fora e tal…”, concluiu o economista.

AutorGustavo Porto
FonteMoney Times
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