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14/08/2026
3 min

Raízen (RAIZ4): melhora regulatória e corte de custos sustentam margens; empresa mira menor alavancagem após separação

A Raízen (RAIZ4) registrou melhora nas margens do negócio de distribuição de combustíveis no primeiro trimestre da safra 2026/27 (1T27, apoiada por fatores temporários e estruturais. Ao mesmo tempo, a companhia trabalha para que a futura separação de seus negócios resulte em empresas com estruturas de capital mais saudáveis e menor alavancagem. Segundo o CEO […]

Raízen (RAIZ4): melhora regulatória e corte de custos sustentam margens; empresa mira menor alavancagem após separação

A Raízen(RAIZ4) registrou melhora nas margens do negócio de distribuição de combustíveis no primeiro trimestre da safra 2026/27 (1T27, apoiada por fatores temporários e estruturais. Ao mesmo tempo, a companhia trabalha para que a futura separação de seus negócios resulte em empresas com estruturas de capital mais saudáveis e menor alavancagem.

Segundo o CEO da companhia, Nelson Gomes, a volatilidade provocada pela guerra teve impacto sobre o negócio de combustíveis, mas sem caráter recorrente, enquanto a melhora do ambiente regulatório tende a produzir efeitos mais duradouros.

“Um é o efeito da volatilidade causada pela guerra e esse é um efeito temporário, portanto, não recorrente no nosso negócio”, disse Gomes, em teleconferência com analistas sobre os resultados do trimestre.

O executivo também destacou fatores internos, sob controle da Raízen, como a redução de custos operacionais, a diminuição dos níveis de estoques e a melhora do mix de produtos e serviços oferecidos à rede de revendedores.

“Foram os efeitos internos, aqueles que controlamos aqui”, afirmou.

Gomes ressaltou ainda que a Raízen conseguiu manter o atendimento à rede mesmo diante de um cenário adverso de suprimentos e logística.

A companhia também segue simplificando seu portfólio, com a venda das operações na Argentina e, após o encerramento do trimestre, o anúncio da venda da usina de Caarapó (MS).

Raízen mira menor alavancagem após separação

Em paralelo, a Raízen trabalha para que os negócios de distribuição de combustíveis e de açúcar, etanol e bioenergia sejam segregados, ao fim do processo de reestruturação, com a melhor estrutura de capital possível e menor alavancagem em cada companhia, segundo o CFO, Lourival Luz.

De acordo com o executivo, ainda é cedo para definir como eventuais benefícios da melhora dos resultados e da geração de caixa serão distribuídos entre os dois negócios.

“O objetivo nosso é entregar as duas companhias com a melhor estrutura de capital possível”, afirmou Luz.

A definição sobre qual dos negócios ficará relativamente mais alavancado dependerá da evolução dos resultados e das condições financeiras até a conclusão da segregação.

“É muito cedo para dizer se esse benefício vai estar do lado A ou do lado B”, disse o CFO.

A Raízen tem até março de 2027 para concluir as etapas previstas em seu plano de recuperação extrajudicial (RE) e até dezembro de 2027 para realizar a segregação dos negócios, segundo Luz.

Até lá, o cenário pode mudar, com fatores capazes tanto de beneficiar quanto de pressionar os resultados das duas operações.

Geração de caixa no foco

Luz afirmou que a gestão está concentrada na geração de caixa e na saúde financeira da Raízen. Segundo o CFO, ao final do primeiro trimestre, a companhia apresentava Ebitda e posição de caixa melhores do que aqueles considerados durante a negociação do plano de recuperação extrajudicial.

“Hoje, encerrado o primeiro trimestre, comparado ao que fizemos quando da negociação do RE, estamos com um Ebitda melhor, com um caixa melhor”, afirmou.

A prioridade, segundo ele, é manter essa evolução até a separação dos negócios.

“O nosso compromisso é com a saúde financeira e com o melhor resultado possível”.

*Com informações do Broadcast

AutorEquipe Money Times
FonteMoney Times
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