Raízen (RAIZ4) quer listar subsidiária na B3 em meio a plano bilionário de reorganização
Raízen Energia avança para o Nível 2 da B3, com tag along de 100% e possível distribuição de papéis aos acionistas da RAIZ4

A Raízen (RAIZ4) deu mais um passo no processo de reorganização de seus negócios. Na sexta-feira (9), os acionistas da Raízen Energia, subsidiária da companhia, aprovaram por unanimidade a solicitação de entrada da empresa no Nível 2 de governança corporativa da B3.
O pedido prevê a negociação na Bolsa de ações ordinárias, ações preferenciais e units — certificados de depósito que reúnem diferentes tipos de ações. A decisão foi tomada em assembleia que contou com representantes de todo o capital social da companhia. O conselho de administração e a diretoria também receberam autorização para conduzir as etapas necessárias ao processo.
A possível listagem está ligada a outra proposta da Raízen: a redução de capital de até R$ 35 bilhões, que será submetida aos acionistas em assembleia no próximo dia 30 de outubro. O plano da controladora prevê distribuir valores mobiliários da Raízen Energia aos próprios acionistas, mas a operação depende de algumas condições, entre elas a entrada da subsidiária na B3.
Caso a operação avance, quem tem ações RAIZ4 poderá passar a deter diretamente títulos da Raízen Energia. A distribuição seguirá a proporção e a classe dos papéis que cada investidor possui, de acordo com os termos da proposta de reorganização.
Por enquanto, ainda não há confirmação de que a subsidiária estreará na Bolsa. A assembleia desta sexta-feira autorizou apenas o envio dos pedidos à B3, que ainda precisará avaliar a solicitação. A ata não estabelece uma data para o início das negociações nem detalha os códigos dos ativos ou a composição das units. Também não há anúncio de oferta pública de ações ou de captação de recursos.
O que muda com o Nível 2 da B3?
O Nível 2 reúne empresas que assumem compromissos adicionais de governança corporativa e de proteção aos acionistas minoritários.
Uma das exigências é o tag along de 100% para ações ordinárias e preferenciais. A regra garante que, em caso de venda do controle da companhia, os minoritários recebam por ação o mesmo valor pago ao controlador.
Outra característica é a possibilidade de as ações preferenciais votarem em determinadas matérias, como decisões relacionadas a fusões e incorporações.
