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10/10/2026
2 min

Raízen (RAIZ4) quer listar subsidiária na B3 em meio a plano bilionário de reorganização

Raízen Energia avança para o Nível 2 da B3, com tag along de 100% e possível distribuição de papéis aos acionistas da RAIZ4

Raízen (RAIZ4) quer listar subsidiária na B3 em meio a plano bilionário de reorganização

A Raízen (RAIZ4) deu mais um passo no processo de reorganização de seus negócios. Na sexta-feira (9), os acionistas da Raízen Energia, subsidiária da companhia, aprovaram por unanimidade a solicitação de entrada da empresa no Nível 2 de governança corporativa da B3.

O pedido prevê a negociação na Bolsa de ações ordinárias, ações preferenciais e units — certificados de depósito que reúnem diferentes tipos de ações. A decisão foi tomada em assembleia que contou com representantes de todo o capital social da companhia. O conselho de administração e a diretoria também receberam autorização para conduzir as etapas necessárias ao processo.

A possível listagem está ligada a outra proposta da Raízen: a redução de capital de até R$ 35 bilhões, que será submetida aos acionistas em assembleia no próximo dia 30 de outubro. O plano da controladora prevê distribuir valores mobiliários da Raízen Energia aos próprios acionistas, mas a operação depende de algumas condições, entre elas a entrada da subsidiária na B3.

Caso a operação avance, quem tem ações RAIZ4 poderá passar a deter diretamente títulos da Raízen Energia. A distribuição seguirá a proporção e a classe dos papéis que cada investidor possui, de acordo com os termos da proposta de reorganização.

Por enquanto, ainda não há confirmação de que a subsidiária estreará na Bolsa. A assembleia desta sexta-feira autorizou apenas o envio dos pedidos à B3, que ainda precisará avaliar a solicitação. A ata não estabelece uma data para o início das negociações nem detalha os códigos dos ativos ou a composição das units. Também não há anúncio de oferta pública de ações ou de captação de recursos.

O que muda com o Nível 2 da B3?

O Nível 2 reúne empresas que assumem compromissos adicionais de governança corporativa e de proteção aos acionistas minoritários.

Uma das exigências é o tag along de 100% para ações ordinárias e preferenciais. A regra garante que, em caso de venda do controle da companhia, os minoritários recebam por ação o mesmo valor pago ao controlador.

Outra característica é a possibilidade de as ações preferenciais votarem em determinadas matérias, como decisões relacionadas a fusões e incorporações.

AutorMoney Times
FonteSeu Dinheiro
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