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Sacre Investimentos
EmpresasACS
02/06/2026
2 min

Raízen (RAIZ4) se aproxima de venda de operação na Argentina por R$ 7 bilhões, diz jornal

Raízen (RAIZ4) se aproxima de venda de operação na Argentina por R$ 7 bilhões, diz jornal

A Raízen (RAIZ4) está próxima de vender as suas operações na Argentina por R$ 7 bilhões para um consórcio liderado pela trading suíça Mercuria Energy Group, segundo o jornal Valor Econômico.

De acordo com a reportagem, o acordo pode ser assinado nos próximos dias e a conclusão da transação deve ocorrer em até três meses. A operação é considerada estratégica para reforçar o caixa da companhia, que atravessa um processo de reestruturação financeira.

Os ativos da Raízen na Argentina incluem uma refinaria, uma fábrica de lubrificantes e uma rede de postos de combustíveis da marca Shell. O conjunto foi adquirido pela empresa em 2018 por US$ 950 milhões.

O processo de venda teve início há cerca de um ano e meio e despertou o interesse de grandes grupos globais, entre eles Trafigura, Vitol e Saudi Aramco. Segundo fontes ouvidas pelo Valor, o empresário argentino José Luis Manzano também integra o consórcio comprador ao lado da Mercuria.

A alienação dos ativos argentinos representa o principal desinvestimento da Raízen até o momento. A companhia já realizou a venda de aproximadamente R$ 5 bilhões em ativos desde o início de 2025, incluindo participações em usinas sucroenergéticas e projetos de geração distribuída.

Em março, a dívida líquida da empresa equivalia a 5,3 vezes o Ebitda. Atualmente, a Raízen negocia uma reestruturação de cerca de R$ 65 bilhões em passivos por meio de um plano de recuperação extrajudicial.

A proposta apresentada aos credores prevê um aporte mínimo de R$ 3,5 bilhões pela Shell, além de uma potencial contribuição de R$ 500 milhões de um veículo ligado à Aguassanta, family office de Rubens Ometto, controlador da Cosan. O plano também contempla a conversão de 45% da dívida em ações e o alongamento dos vencimentos dos 55% restantes.

O BTG Pactual atua como assessor financeiro da Raízen na negociação, enquanto o UBS representa a Mercuria. Procurada pelo Valor, a companhia informou que não comenta o assunto.

AutorEquipe Money Times
FonteMoney Times
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