Raízen (RAIZ4): Shell converte 1,23 bilhão de ações ordinárias em preferenciais
A Raízen (RAIZ4) recebeu, em 29 de outubro de 2026, comunicação da Shell sobre a conversão de 1,23 bilhão de ações ordinárias da companhia em igual número de ações preferenciais, na proporção de 1 para 1. Segundo o comunicado divulgado na noite de quinta-feira (29), a operação foi feita com base no estatuto social da […]

A Raízen (RAIZ4)recebeu, em 29 de outubro de 2026, comunicação da Shell sobre a conversão de 1,23 bilhão de ações ordinárias da companhia em igual número de ações preferenciais, na proporção de 1 para 1.
Segundo o comunicado divulgado na noite de quinta-feira (29), a operação foi feita com base no estatuto social da empresa e não envolveu compra ou venda de ações.
Por isso, o total de papéis detidos pela Shell e sua participação econômica na Raízen permaneceram inalterados. O que mudou foi apenas a composição da posição da controladora por classe de ação.
Após a conversão, a Shell passou a deter 3,262 bilhões de ações ordinárias, equivalentes a 42,05% do total desta classe, e 1,294 bilhão de ações preferenciais, equivalentes a 50%.
Antes, a posição era de 4,496 bilhões de ordinárias e 60,8 milhões de preferenciais. No total, a participação segue em 4,557 bilhões de ações, o equivalente a 44,04% do capital social da companhia.
O movimento ocorre em meio a uma fase de reestruturação financeira e societária da Raízen, que nos últimos dias também comunicou ao mercado um amplo acordo tributário e atualizações sobre seu aumento de capital.
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Acordo tributário da Raízen
A Raízen e outras empresas de seu grupo econômico fecharam uma transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal, envolvendo débitos de R$ 22,4 bilhões. O acordo foi anunciado na quarta-feira (28).
Do total, R$ 16,7 bilhões correspondem a débitos de responsabilidade econômica da própria Raízen, enquanto os R$ 5,7 bilhões restantes são de responsabilidade econômica final de seus acionistas controladores.
Para a parcela atribuída à companhia, foram concedidos descontos de R$ 8,5 bilhões sobre multas e juros. Com isso, o saldo a ser liquidado cai para R$ 8,2 bilhões.
A quitação será realizada por meio da utilização de R$ 5,7 bilhões em prejuízos fiscais e do pagamento à vista de R$ 2,5 bilhões pela companhia.
