Rali da IA leva Micron (MUTC34) a subir 242% em três meses: faz sentido entrar agora ou é melhor esperar?

A Micron Technology (B3: MUTC34; Nasdaq: MU) registrou uma valorização de 241,6% entre abril e junho de 2026. A companhia está entre as principais fornecedoras globais de memória para data centers e aplicações de inteligência artificial (IA), um dos segmentos de maior crescimento no mercado de tecnologia.
Em julho, a ação passa por uma correção de 15%, mas o saldo do ano segue muito positivo.
Com a forte alta dos papéis, investidores passam a questionar se ainda existe potencial de valorização à frente. A tese segue sustentada por fundamentos consistentes ou o mercado está apenas surfando a onda de entusiasmo com a inteligência artificial?
Matheus Spiess, analista da Empiricus, observa que há fundamentos na tese da Micron que podem ser prolongados aos olhos dos investidores, especialmente após um resultado recorde que mostra a força estrutural da demanda por memória DRAM e NAND.
Por trás do boom da Micron (MUTC34)
Vale destacar que os investidores esperavam com ansiedade os resultados da companhia, considerados um termômetro importante para o mercado de memórias e semicondutores.
A Micron não decepcionou. Segundo Spiess, a alta demanda por memória, data centers e infraestrutura de IA foram os pilares dos números surpreendentes no último trimestre.
Confiante na continuidade da demanda, a Micron anunciou, na quinta-feira (9), que projeta ampliar os investimentos destinados à fabricação de chips nos EUA para US$ 250 bilhões até 2035 — a expectativa anterior era de US$ 200 bilhões.
Entre os produtos da Micron, os semicondutores de memória DRAM (Dynamic Random Access Memory ou Memória de Acesso Aleatório Dinâmico) e NAND são os principais no momento.
A memória DRAM é um tipo específico de memória volátil RAM encontrado em diversos equipamentos de computação, para trazer mais eficiência e rapidez para o aparelho usado, sem que o processador fique sobrecarregado para operar.
Já a memória NAND é uma memória não volátil, ou seja, tem capacidade de retenção de dados sem uma fonte de energia. Isso facilita nas operações que exigem alta densidade de armazenamento e rapidez, além de contar com a durabilidade do produto.
Ambos os produtos estão no centro da revolução da inteligência artificial. Utilizados em data centers e sistemas de IA generativa, eles são cada vez mais demandados por gigantes de tecnologia que ampliam seus investimentos para atender à corrida global por capacidade computacional.
Ainda é tempo de investir na Micron (MUTC34)?
A alta das ações da Micron pode deixar o investidor receoso por não ter investido antes na empresa. Ainda assim, Spiess considera um bom momento para olhar para essa ação por diversos motivos.
Primeiro, a Micron tem abrangido globalmente a produção de semicondutores e o interesse mundial é consistente, como observa o analista. “Embora os valuations de longo prazo pareçam elevados, as métricas projetadas para os próximos 12 meses são menos alarmantes e refletem expectativas de crescimento dos lucros”.
Além disso, Spiess afirma que a tese de investimento ganha força com a expansão estrutural da demanda por memória de alto desempenho, especialmente de High Bandwidth Memory (HBM), impulsionada pelo crescimento acelerado de aplicações de IA generativa e cargas de trabalho em data centers.
“Esse movimento tem elevado o consumo de memória por servidor e favorecido fabricantes capazes de entregar produtos avançados e confiáveis, posicionando a Micron como uma das principais beneficiárias desse novo ciclo tecnológico”, disse.
Assim, a Micron (MUTC34) passa a fazer parte da carteira Empiricus BDR, portfólio recomendado da Empiricus com as principais ações internacionais, como Amazon (AMZO34), Microsoft (MSFT34) e outras.
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